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Flu renova esperança com fornecedora após seguidas parcerias frustradas

Nova camisa do Fluminense foi lançada pela Umbro - Divulgação/Fluminense
Nova camisa do Fluminense foi lançada pela Umbro Imagem: Divulgação/Fluminense

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/05/2020 04h00

A parceria entre Fluminense e Umbro foi festejada como um recomeço no clube, que viu os últimos relacionamentos com seus fornecedores de material esportivo ruírem e terminarem sem deixar saudade.

Antes da chegada da marca inglesa, o Flu colecionou tentativas frustradas ao longo dos anos. Após muitos anos de fidelidade com a adidas, o Tricolor não gostou de ver sua exclusividade no Rio de Janeiro ficar ameaçada após o contrato dos alemães com o rival Flamengo. Irritado, o clube rescindiu e apostou muito alto.

E essa aposta atendia pelo nome de Dry World. Desconhecida do grande público, a canadense desembarcou no Brasil cheia de promessas, mas a realidade foi muito diferente do imaginado. A fornecedora não conseguiu honrar os compromissos financeiros assumidos e também não foi capaz de atender a demanda a por produtos nas lojas. O resultado foi a quebra do acordo com quatro anos ainda por serem cumpridos e uma ação milionária que corre no Canadá. O Flu pede algo na casa dos R$ 100 milhões por danos materiais e morais.

A esperança se renovou com a chegada da Under Armour, que passou a vestir o Fluminense no meio de 2017. Conhecida por patrocinar atletas da NFL, a empresa não emplacou em sua tentativa de se formar no futebol. Em comum acordo, Flu e os norte-americanos anteciparam o término da parceria, que terminaria na metade de 2020. O período também foi marcado pela dificuldade na reposição de peças e a incapacidade de atender os anseios do torcedor por camisas.

Diante deste cenário, o Fluminense até cogitou fazer uma marca própria de uniformes, assim como Bahia, Fortaleza, Goiás e outros têm. Pesou a segurança de ter a Umbro como parceira e a expertise da empresa, uma das precursoras no ramo de material esportivo no futebol.

Os tricolores negociaram um contrato que prevê apenas o repasse de royalties pela venda, mas este percentual foi considerado satisfatório nas Laranjeiras. A Under Armour também trabalhava com este tipo de modelo econômico, mas os valores eram inferiores.

As novas "armaduras" foram lançadas durante uma live que teve o rapper Xamã como mestre de cerimônias, e os primeiros resultados animaram empresa e clube. Foram pouco mais de quatro mil pedidos em sete dias na loja online e o estoque teve de ser reposto em três oportunidades. Houve um salto de 700 para pouco mais de 11 mil em média de usuários únicos na loja virtual e, além disso, em tempo de navegação, houve um aumento médio de 40%.

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