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Alex admite 'ressalvas' com Felipão por não convocação para Copa de 2002

Treino da Seleção Brasileira no estádio "Verdão". Técnico Luiz Felipe Scolari orienta Alex durante treino em Cuiabá, MS. 04.03.2002. - Eduardo Knapp/Folha Imagem
Treino da Seleção Brasileira no estádio "Verdão". Técnico Luiz Felipe Scolari orienta Alex durante treino em Cuiabá, MS. 04.03.2002. Imagem: Eduardo Knapp/Folha Imagem

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/05/2020 23h06

O ex-meia Alex, de passagens de muito sucesso por Coritiba, Palmeiras, Cruzeiro e Fenerbahçe (TUR), admitiu que tem ressalvas pessoais com Felipão por conta da não convocação para a Copa do Mundo de 2002.

Hoje comentarista dos canais ESPN, Alex negou, no entanto, que tenha mágoas com o treinador e contou os motivos que o levaram a ficar surpreso por não ter sido chamado para a seleção brasileira que conquistaria o pentacampeonato mundial no Japão e na Coréia do Sul.

"Para mim é uma coisa que passou, até porque estamos em 2020. Quando a gente fala da Copa de 2002, a gente tem que contextualizar, não adianta analisar a minha carreira. Tem que analisar o que aconteceu naquele momento. Em março de 2002, teve um amistoso Brasil 6 x 0 Islândia, que marcou a estreia de alguns jogadores que foram à Copa: Anderson Polga, Kaká, Kleberson, Gilberto Silva. Eu estava na seleção desde 1998 e participei de todo o processo que levou o Brasil à Copa. [...] Eu participei de 75%, 80% dos jogos. E quando a gente participa de muitos jogos, a gente joga bem, joga mal. Mas eu tinha uma relação de confiança com o Felipão. fui importante nas Libertadores de 1999 e 2000. Com ele, eu deixo de ser um menino do Palmeiras e me torno a referência do time. Depois de um dérbi em que eu marquei três gols e nós vencemos por 3 a 1, eu tive uma conversa maravilhosa com o Felipão no vestiário e essa conversa seguiu até vésperas da Copa. E vem a convocação e eu não vou. Foi uma grande surpresa", declarou em entrevista ao Troca de Passes, do SporTV, hoje.

Alex elogiou Felipão enquanto profissional, mas garantiu que seu relacionamento com o treinador não foi o mesmo após o episódio.

"Eu costumo dizer que o Felipão, enquanto treinador, é fantástico para mim. Só guardo coisas boas, tenho carinho, respeito e agradecimento enormes por tudo que ele me ensinou e passou no período que me treinou. Eu usei em outros clubes. Mas, enquanto pessoa, sinceramente, eu tenho ressalvas por conta disso", complementou.

Diferença para a Copa de 2006

Após a Copa do Mundo de 2002, Alex voltou a ser convocado com frequência à seleção brasileira e participou do ciclo que classificou a equipe à Copa do Mundo de 2006, mas acabou ficando de fora da competição.

Para Alex, a diferença foi o tratamento de Carlos Alberto Parreira, que o avisou de uma mudança de esquema do time antes da Copa e promoveu testes em alguns amistosos. O ex-jogador contou que não foi bem nas novas funções e, a partir de então, entendeu que havia perdido espaço na seleção.

"Diferente da Copa de 2006, com o Parreira. Mais uma vez, eu participei de todo o processo, mas o Parreira me chamou e disse que queria mudar o esquema, usando o Kaká e o Ronaldinho abertos, com dois atacantes, que seriam o Adriano e o Ronaldo. E eu fui testado nessa posição diferente em amistosos e não vou bem. A partir daí, eu perdi espaço naturalmente E a confiança do Parreira era com o Ricardinho, que jogava bem nessa posição. E tem uma coisa de sorte. Em 2005, eu estava convocado para a Copa das Confederações. Mas eu me machuco e sou cortado. E o Júlio Baptista, meu substituto, vai bem e segue com o grupo. A diferença maior entre 2002 e 2006 é a relação que eu tinha com os técnicos. A relação era maior com o Felipão e eu achei que iria para a Copa", completou.

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