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Dudu recorda 'chapéu' do Palmeiras e descarta jogar no Corinthians

Dudu comemora gol pelo Palmeiras contra o Guarani em seu jogo de número 300 pelo Palmeiras - Daniel Vorley/AGIF
Dudu comemora gol pelo Palmeiras contra o Guarani em seu jogo de número 300 pelo Palmeiras Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/05/2020 14h09

Contratado pelo Palmeiras no início de 2015, Dudu afirmou que, hoje, não tem vontade de jogar no Corinthians. Após recordar, durante o Jogo Aberto desta quarta-feira, o "chapéu" do Alviverde no rival, o atacante disse que não estragaria a história construída no atual clube com uma transferência para o Alvinegro.

Alvo de Corinthians e São Paulo, Dudu surpreendeu ao acertar com o Palmeiras. Cinco anos depois, o ídolo alviverde conquistou, além do carinho da torcida, a Copa do Brasil de 2015 e os Campeonatos Brasileiros de 2016 e 2018.

"Sinceramente, não tenho vontade (de jogar no Corinthians). Estou muito bem no Palmeiras, tenho um carinho muito grande da torcida, dos funcionários que trabalham no clube. Acho que a gente não precisa estragar uma história para jogar num rival se eu tenho a certeza que, se sair do Palmeiras, eu terei as portas abertas sempre. A gente não precisa estragar uma história bonita que a gente está construindo para poder jogar num rival. Para mim, no meu coração, hoje, eu não precisaria jogar no Corinthians", afirmou Dudu.

O jogador ainda recordou o momento do acerto com o Palmeiras, e destacou o papel de Alexandre Mattos, então diretor de futebol do clube, em sua contratação:

"O Corinthians tinha até tirado o meu visto para ir para os Estados Unidos. Acabou que, na época, eles não tinham dinheiro para me comprar do Dínamo (de Kiev). O São Paulo estava nesta mesma coisa, mas queria pagar em muitas vezes, e o Dínamo queria à vista. Aí o Alexandre me ligou numa sexta-feira a noite. Eu ia no outro dia para o São Paulo conversar com o clube, aí meu empresário me pediu para ir ao escritório deles porque tinha uma pessoa querendo conversar comigo, e o Alexandre estava lá", recordou o atacante.

"Eu falei: 'Claro que eu quero jogar no Palmeiras'. Muitos amigos meus torciam para o Palmeiras. Na hora que eu falei que ia jogar no Palmeiras, o pessoal nem acreditou. (...) Aí fui lá com o pessoal do São Paulo e falei que voltaria para a Ucrânia. No domingo de manhã, o Palmeiras anunciou (a minha contratação)", completou.

Já sobre o início desta temporada, Dudu explicou a mudança em seu posicionamento após a chegada do atacante Rony. Com a contratação do camisa 11, o técnico Vanderlei Luxemburgo optou por um esquema com quatro atacantes, e Dudu pelo meio.

"Eu já tinha feito esse estilo de jogo. Com o Marcelo (Oliveira), em 2015, joguei muito por dentro. Depois veio o Cuca, e eu também joguei muito por dentro. Com o Felipão, muitas vezes também joguei por dentro. Eu não sou meia. Somos quatro atacantes que uma hora um vem por dentro dar uma mão para o volante, para ajudar a marcar. Ele (Luxa) sempre pede para ter um ali na posição", comentou o camisa 7.

Em relação a diminuição de salários, consequência da pandemia de coronavírus, o atacante contou que os jogadores concordaram com o corte de 25% dos pagamentos caso o clube se comprometesse a não demitir funcionários.

"A diretoria chamou a gente e perguntou se a gente aceitava diminuir o salário. A gente disse que aceitava, mas que não era para mandar os funcionários embora. A gente fica feliz de o presidente ter ouvido a gente, não só ele como o Cícero também. A gente muito fica feliz deles estarem cumprindo essa promessa", relatou.

Empurrão em árbitro

Ídolo de grande parte dos palmeirenses, Dudu se lembrou de um episódio conturbado com a camisa do clube: o empurrão no árbitro Guilherme Ceretta na final do Campeonato Paulista de 2015. Revoltado após ser expulso da partida contra o Santos, o camisa 7 partiu para cima do juiz e acabou suspenso por seis partidas.

Mais maduro, o atacante afirmou que, hoje, não repetiria o erro. Em entrevista ao UOL, Ceretta, que processou Dudu na justiça e venceu, disse evitar pronunciar o nome do atleta do Palmeiras.

"Hoje, eu nunca faria aquilo, por eu ser um cara mais maduro, que se controla mais dentro de campo. Naquela época, eu levava muitos cartões. Hoje, não fico fora de jogos por causa de cartões", disse Dudu, que explicou o motivo de sua mudança de comportamento:

"O Cuca e o Alexandre (Mattos) falaram comigo. Me chamaram na sala do Cuca, e ele falou que eu tinha que mudar um pouco meu comportamento. O Cuca falou que eu tinha que mudar o comportamento e assumir um papel de liderança dentro de campo. Aí, para aumentar mais essa responsabilidade, ele me deu a faixa de capitão", complementou.

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