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Herói do Palmeiras, Prass diz que foi mais difícil bater pênalti a defender

Fernando Prass jogou no Palmeiras por sete temporadas e defendeu 15 pênaltis - Nelson Almeida/AFP
Fernando Prass jogou no Palmeiras por sete temporadas e defendeu 15 pênaltis Imagem: Nelson Almeida/AFP

Diego Salgado e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

10/05/2020 04h00

O torcedor do Palmeiras se acostumou com goleiros no papel de herói. Marcos, por exemplo, desempenhou bem essa função, com defesas de pênaltis importantes. Mais recentemente, Fernando Prass ocupou tal posto e foi além ao marcar o gol do título da Copa do Brasil 2015.

Em entrevista ao UOL Esporte, Prass, que hoje defende o Ceará, admitiu que ir para a bola contra o Santos, na decisão daquela edição do torneio, foi um desafio maior do que tentar defender as cobranças dos adversários. "Bater é muito mais difícil", disse o goleiro, que, apesar disso, não sentiu medo.

"Muita gente fala: 'O Prass é louco'. Eu não ia bater se eu não tivesse treinado, se eu não tivesse me preparado. Eu não seria louco, seria irresponsável se eu pegasse a bola e fosse bater, mas eu tinha treinado muito, muito, muito. Óbvio que sempre dá um frio na barriga", afirmou.

O jogo do título da Copa do Brasil 2015 foi sofrido. No primeiro duelo, o Santos bateu o Palmeiras por 1 a 0 na Vila Belmiro. Na volta, o time alviverde abriu 2 a 0 com gols de Dudu, mas sofreu o empate no fim. Na decisão por pênaltis, Prass defendeu a cobrança de Gustavo Henrique e ainda converteu a última. Por isso, a partida é a mais especial da carreira do goleiro.

"Eu posso, daqui a pouco, ganhar outro título pegando pênalti, mas fazendo o pênalti e batendo o pênalti que acaba acho que não vai acontecer mais", frisou Prass.

O goleiro de 41 anos vestiu a camisa do Palmeiras por sete temporadas, de 2013 a 2019, e defendeu 15 cobranças de pênaltis ao todo. Com o número elevado, as comparações com Marcos vieram à tona. O goleiro pentacampeão do mundo, por sua vez, fez 33 defesas nos pênaltis de acordo com o clube alviverde.

Para Prass, porém, acha que ser colocado numa lista em que foi comparado com Marcos já um elogio. "De me botar ali, pôtá louco. Tinham outros goleiros com mais história no Palmeiras pra colocar. De repente, me colocaram porque eu fui o mais recente, também, mas tinha Oberdan Catani, Valdir Joaquim de Morais, Leão, Sérgio, Velloso. Tinha muita gente", frisou o goleiro.

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