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De feijão em Madri a títulos pelo Santos: a relação entre Robinho e Neymar

Robinho com Neymar ainda criança - Divulgação/Neymarjr.com
Robinho com Neymar ainda criança Imagem: Divulgação/Neymarjr.com

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

06/05/2020 04h00

Dois Meninos da Vila de maior sucesso nos últimos anos, Robinho e Neymar tem uma relação mais estreita do que a parceria dentro de campo que rendeu dois títulos ao Santos em 2010. Os dois se conhecem desde antes disso, quando Robinho ainda jogava no Real Madrid (ESP).

Já consagrado como 'Rei da Pedaladas', o antigo camisa 7 do Santos recebeu Neymar em sua casa na capital da Espanha, onde atuou entre 2005 e 2008. Ainda garoto, Neymar foi até a casa do ídolo para comer feijão, como conta Robinho.

"Lá na minha casa, quando eu jogava no Madrid (Real), ele foi lá comer um feijão e ficamos amigos. E quando eu voltei para o Peixão, eu já era mais velho e nosso entrosamento foi maravilhoso", disse Robinho em entrevista ao site neymarjr.com.

Robinho voltou ao Santos em 2010, quando veio por empréstimo do Manchester City (ING) de olho em garantir sua vaga na Copa do Mundo queria disputada naquele ano. Quando chegou, Neymar usava a camisa 7, mas cedeu o número na mesma hora para o ídolo e começou a usar a 11 — camisa com a qual fez história no Peixe.

Com Neymar e Ganso em ascensão, Robinho entendeu seu papel naquele time como de mentor e coadjuvante. Em entrevista ao UOL Esporte, o técnico daquela equipe, Dorival Jr, afirmou que o eterno camisa 7 confessou que precisava dar sustentação para "deixar os garotos brilharem".

"Fomos campeões da Copa do Brasil, um título inédito que o 'Peixão' ganhou e, graças a Deus, eu tive o privilégio de participar de gerações vitoriosas do Santos e acompanhar o início da carreira do nosso Neymaravilha. Um beijo, Neymar. Te amo, fenômeno", disse Robinho em vídeo gravado para o site.

Os Meninos da Vila que marcaram gerações no Santos atuaram 20 vezes juntos em 2010: foram 14 vitórias, um empate e cinco derrotas. O Alvinegro Praiano sonha em repatriar o ídolo Robinho na metade de 2020.

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