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Flu estima economia de R$ 2,5 milhões em salários para preservar empregos

Diretoria do Fluminense chegou a acordo com os jogadores no meio de abril - Lucas Mercon / Fluminense
Diretoria do Fluminense chegou a acordo com os jogadores no meio de abril Imagem: Lucas Mercon / Fluminense

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

01/05/2020 04h00

Único clube do Rio de Janeiro a formalizar a redução salarial de jogadores, o Fluminense também enxugou os gastos com a redução de 15% dos vencimentos de diretores remunerados. A expectativa no clube é que esses acordos rendam uma economia de R$ 2,5 milhões durante a pandemia do novo coronavírus, valor que deverá garantir os empregos dos demais funcionários tricolores.

A cúpula do clube chegou a um consenso que não seria possível manter os postos de trabalho sem que houvesse um sacrifício por parte daqueles que ganham mais. Com uma dívida de cerca de R$ 650 milhões, o acordo era praticamente uma medida obrigatória para a sobrevivência.

Este acordo coletivo não diminuiu de forma significativa o drama econômico do clube, que tem encontrado dificuldades nos últimos anos. A dívida trabalhista sufoca o Tricolor, mas esta iniciativa fez com que o Flu evitasse novos passivos em um curto prazo. Com uma receita estimada em aproximadamente R$ 200 milhões para 2020, fato é que o montante será impactado pela crise mundial.

Pelo acordado entre clube e jogadores, os vencimentos de março terão redução de 15%, enquanto os de maio foram diminuídos em 25%. Os 85% referentes ao terceiro mês, no entanto, serão diluídos. Assim, o grupo receberá 65% e o restante será dividido ao longo do ano. Com o elenco de férias, o Flu acertou o pagamento de metade dos vencimentos imediatamente, mas a outra parte será quitada no final deste ano.

A discussão deixou também acordada uma cláusula que contempla a pandemia da Covid-19. Em junho, os pagamentos voltam a ser integrais, mas o tema pode voltar à pauta se a epidemia se estender após este período.

O presidente Mario Bittencourt conduziu as conversas e teve a assessoria do diretor-executivo Paulo Angioni. Os jogadores foram representados por Digão, Igor Julião, Hudson, Nenê, Muriel e Henrique.

Fla adota outro caminho

No dia de ontem (30), o Flamengo formalizou a demissão de 62 colaboradores e estuda a redução dos ganhos de parte do quadro funcional. O clube ainda não bateu o martelo sobre um novo pacto salarial com os jogadores, mas costura esta redução há alguns dias. As obrigações mensais com os jogadores representam um custo de R$ 24 milhões.

O Rubro-Negro teve uma receita de R$ 950 milhões no último exercício e previa aumentar ainda mais o seu faturamento no embalo dos títulos recentes. Ante o cenário atual, o Fla refaz as contas e projeta as próximas medidas.

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