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Cruzeiro reduziu folha em 81%, mas Covid gera 1º atraso de salários em 2020

Elenco celeste volta a conviver com atraso de salários, desta vez por causa da paralisação do futebol brasileiro - Bruno Haddad/Cruzeiro
Elenco celeste volta a conviver com atraso de salários, desta vez por causa da paralisação do futebol brasileiro Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Do UOL, em Belo Horizonte

21/04/2020 04h00

Atravessando sua maior crise financeira da história, o Cruzeiro não conseguiu honrar seus compromissos com os funcionários pela primeira vez em 2020. Apesar do esforço da atual diretoria para cortar gastos, o clube já sofre com os impactos da pandemia do novo coronavírus. Sem novas receitas para entrar nos cofres, falta dinheiro também para pagar os funcionários.

No início de abril, o Cruzeiro divulgou um balanço sobre os primeiros 100 dias do Núcleo Dirigente Transitório, responsável por administrar o clube até a posse de um novo presidente. Das inúmeras e cortes feitos pela atual gestão, estava a redução da folha salarial, que caiu de R$ 16 milhões, em 2019, para menos de R$ 3 milhões nesta temporada.

Apesar da queda de 81% nos gastos com salários dos atletas, a diretoria não conseguiu pagar seus jogadores no último dia 7, quinto dia útil de abril. A informação foi antecipada pela Rádio Itatiaia e confirmada ao UOL. O clube citou a pandemia como justificativa para a falta de pagamento.

Além de pagar os atletas, o Cruzeiro ainda corre atrás para quitar os 30% que ainda faltam aos funcionários do setor administrativos. No momento, assim como vários clubes, a diretoria encontra muita dificuldade para gerar receitas. Além disso, alguns patrocinadores já negociam cortes ou pelo menos uma paralisação nos pagamentos, alegando falta de exposição da marca na mídia. Um deles, a Multimarcas Consórcios, já suspendeu o pagamento por dois meses.

No início do ano, todos os jogadores considerados medalhões e que recebiam quantias acima do que a atual diretoria pode pagar tiveram que renegociar suas pendências para ficar no Cruzeiro. Foi definido que eles ganhariam os salários atrasados de 2019 a partir do ano que vem, além do montante que estivesse acima do teto estipulado para 2020.

Já o médico Sérgio Campolina, chefe do departamento médico celeste, firmou um novo contrato no início deste ano, mas ainda não recebeu nenhum salário da atual temporada. Os únicos pagamentos feitos até então foram referentes aos atrasados de 2019. De acordo com o clube mineiro, a previsão era de quitar essas pendências em abril, o que acabou não acontecendo. Sendo assim, o clube espera pagar os valores no mês de maio.

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