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Cruzeiro adia análise de contas, mas vê suspeitas em cartões corporativos

Conselho Fiscal detecta excessos em cartões corporativos do Cruzeiro durante a gestão de Wagner Pires de Sá (foto) - Bruno Haddad/Cruzeiro
Conselho Fiscal detecta excessos em cartões corporativos do Cruzeiro durante a gestão de Wagner Pires de Sá (foto) Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

20/04/2020 04h00

Resumo da notícia

  • O Cruzeiro adiou a análise das contas de 2019. A pandemia do Coronavírus fez com que os membros do Conselho Fiscal atrasassem a confecção do documento
  • No entanto, já foi possível detectar que houve excessos nos cartões corporativos durante a gestão de Wagner Pires de Sá e Itair Machado
  • Afranio Greco, membro do Conselho Fiscal, disse ao UOL: "Está parado. Fizemos anotações sobre cartões corporativos. Vi compra de cadeira de rodas"

O Cruzeiro adiou a análise das contas de 2019. A pandemia do novo Coronavírus fez com que os membros do Conselho Fiscal atrasassem a confecção do documento com os números do clube referentes ao ano passado. No entanto, já foi possível detectar que houve excessos nos cartões corporativos durante a gestão de Wagner Pires de Sá e Itair Machado.

O UOL Esporte conversou com Afranio Humberto Greco, um dos membros do Conselho Fiscal. Com o lema de que o "Cruzeiro está acima de tudo", o conselheiro explicou os atrasos nas contas da agremiação e revela que os cartões corporativos se tornaram alvo de análise do grupo.

"Está tudo parado. Nós não fizemos nada. Estávamos começando a fazer os levantamentos. Até este momento, não tem muito o que fazer", disse.

"A gente estava conferindo os cartões corporativos. Fizemos anotações sobre os cartões corporativos, mas eu prefiro apurar primeiro para depois falar. Eu vi compra de cadeira de rodas, pagamento de coisas que não são normais. Por enquanto, eu prefiro não comentar com mais profundidade, porque preciso ter um pouco mais de embasamento", acrescentou.

Afranio explica que ainda não foi iniciada a confecção dos documentos com as contas do clube em 2020. Ele está confinado em sua fazenda no interior de Minas Gerais.

"Ainda não tivemos como iniciar a contabilidade do Cruzeiro. Quando a gente começaria o trabalho, foi tudo fechado por causa da pandemia do coronavírus. Tem 40 dias que estou em minha fazenda em Piracema", concluiu.

José Dalai Rocha, presidente do Cruzeiro, explica também por que não haverá reunião do Conselho Deliberativo para discutir as contas do clube. Ele alega que a pandemia impede um encontro dos mais de 400 membros do grupo para votação dos números de 2019.

"Eu fiz uma nota dizendo que não vamos cumprir com o que o Estatuto manda, até dia 20 de abril para apresentar, porque não temos condição. As autoridades proíbem aglomeração. Por uma razão de força maior, reconhecida mundialmente, esses prazos vão sendo postergados até quando formos liberados para nos reunir", disse ao UOL.

Em situação normal, o clube teria que publicar o balanço financeiro até 30 de abril. No entanto, o governo federal adiou o prazo para a divulgação dos números.

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