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Ex-Inter revela pior adversário na Alemanha: "Ele provoca mesmo"

Wolfsburg/Divulgação
Imagem: Wolfsburg/Divulgação

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

14/04/2020 04h00

William está no Wolfsburg desde 2017 e já enfrentou grandes nomes do futebol mundial. Mas o atacante mais difícil de marcar pode se encaixar no grupo dos desconhecidos. Segundo o ex-jogador do Internacional, Jhon Córdoba, do Colônia, gosta de provocar e por isso chega ao patamar de Coman e Gnabry, do Bayern de Munique, e Jadson Sancho, do Borussia Dortmund.

"O Córdoba provoca mesmo, ele é muito bom jogador e faz bastante isso [provocar o adversário durante o jogo]", disse William ao UOL Esporte.

Negociado pelo Inter ao Wolfsburg às vésperas do fim do contrato no estádio Beira-Rio, o lateral se tornou uma peça polivalente na Alemanha. Já atuou como meia e também como lateral esquerdo. Nas diferentes faixas do gramado, precisou marcar adversários difíceis.

"Gnabry e Coman [ambos do Bayern de Munique] a gente precisa estudar bem, mas ainda é difícil. Eles improvisam muito. Um movimento em falso e já era, eles entram pelo lado de apoio do cara. O Ribery me ensinou muito. Ele já não era tão rápido, mas, se pensasse um pouquinho mais lento, ele driblava e ia para dentro. Eu observei muitos jogos dele e no campo não tem como explicar. Os caras são muito inteligentes", comentou William.

Jadson Sancho, prodígio do Dortmund, também está na lista de rivais complicados.

"O Sancho é muito difícil de marcar. Nossa! No jogo é complicado mesmo. Quando ele vem, se der o bote é drible na certa. É preciso esperar, esperar um companheiro chegar junto para dar cobertura. O Sancho é muito liso", definiu.

As provocações fizeram o colombiano Córdoba entrar na relação, mesmo que a prática seja menos comum no campeonato alemão.

"Acho que existe, mas não como no Brasil. A provocação para desestabilizar, digamos assim. Tem um jogador que faz bastante isso: Cordoba, do Colonia. Ele é muito bom jogador, tem técnica e tudo, mas provoca. Fala coisas o jogo todo, o tempo todo. Ele consegue afetar o marcador durante o jogo", apontou William.

Formado na base do Internacional, o lateral mantém rotina de assistir aos jogos do clube gaúcho. Segue em contato com D'Alessandro e tem a saída do clube como tema bem resolvido.

"O Inter tinha caído para a Série B, eu estava triste e queria algo que pudesse me ajudar a evoluir. Eu queria tranquilidade para a família também, minha esposa estava grávida do nosso primeiro filho", relembra. "Fiz três boas temporadas na Alemanha, mas estou evoluindo. Quero evoluir sempre. Tenho o sonho de chegar à seleção brasileira", acrescentou.