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'Sei o que é não ter alimento na mesa', diz Popó sobre leilão de cinturão

Popó vai leiloar cinturão de campeão de mundial para comprar cestas básicas - Reprodução/Instagram
Popó vai leiloar cinturão de campeão de mundial para comprar cestas básicas Imagem: Reprodução/Instagram

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/04/2020 16h01

Leiloando o seu cinturão de campeão mundial - que ganhou ao bater Joel Casamayor em 2002 - para comprar cestas básicas e doar a famílias carentes, o ex-boxeador Acelino Popó Freitas, o Popó acredita estar 'devolvendo' algo aos brasileiros.

Convidado do Fox Sports Rádio desta segunda-feira, o ex-pugilista - que afirmou já ter passado fome - disse que a venda do cinturão, além de ajudar pessoas em meio à pandemia de coronavírus, é uma forma de retribuir o apoio recebido durante a carreira. Com lance mínimo de R$ 20 mil, o leilão foi anunciado nas redes sociais do tetracampeão mundial.

"Grana, graças a Deus, não estou precisando não. Não é para mim não. Esse cinturão é para fazer um leilão para as pessoas que mais precisam. Eu, que já passei fome, sei o que é não ter um alimento na mesa. Então, tem muita gente passando dificuldade, fome... O cinturão que eu tenho é uma matéria, um dia ele até acaba. Um dia, quando eu morrer, ele vai ficar aí. Eu não me apego a nada material, eu me apego às coisas boas que a gente faz", disse Popó, que completou:

"A minha ideia é ajudar o próximo. É comprar cesta básica e ir casa em casa. (...) É um momento que gente tem que ajudar o próximo, não pode ficar de braços cruzados só dando informação e publicando nas redes sociais. Estou fazendo com muito carinho, com muito amor, sem apego nenhum".

Colocando o cinturão como um bem dos brasileiros, o ex-boxeador afirmou que é sua obrigação ajudar a população neste momento:

"Na verdade, não é um cinturão meu, é um pedaço que eu estou devolvendo para vocês. Quando eu ganhei, não foi só para mim. O cinturão não foi só para mim, quando eu ganhei, estava ao vivo para todo o Brasil. Estava lutando por vocês. Não estava lutando só para botar alimento na minha mesa, estava lutando por vocês também. Devo muito a vocês. É obrigação minha ajudar, porque quando as televisões passavam as minhas lutas, era porque tinha audiência. Eu só ganhava dinheiro porque as pessoas compravam ingressos".

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