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Bicampeão da Copinha pelo Santos, zagueiro quase foi parar na Malásia

Equipe do Santos bicampeã da Copinha em 2014 - Divulgação/Santos FC
Equipe do Santos bicampeã da Copinha em 2014 Imagem: Divulgação/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

03/04/2020 04h00

A fábrica de Meninos da Vila costuma funcionar tão bem para o Santos que nem sempre o Peixe consegue aproveitar todos os jogadores revelados. Quando foi bicampeão da Copa São Paulo de Futebol Jr, em 2013 e 14, o clube subiu vários garotos, mas outros não tiveram oportunidades: caso de Gustavo Eugênio, que quase foi parar na Malásia, mas desistiu por falta de estrutura do futebol local.

Presente em ambas as conquistas, o zagueiro foi reserva de atletas que subiriam ao profissional, como Gustavo Henrique, Jubal e Paulo Ricardo, e outros que não chegaram a ter chance, como Wallace e Nailson. A concorrência na equipe de cima era forte.

"No profissional, não cheguei a ter chance de jogar. Na época, tinha muitos zagueiros e com grandes nomes como Edu Dracena, Durval, David Braz, Neto e Gustavo Henrique. Treinei bastante entre os profissionais, mas acabei não tendo chance de jogar", lembrou Gustavo Eugênio em entrevista ao UOL Esporte.

Para ele, ser bicampeão da Copinha pelo Santos foi importante e colocou o nome daqueles atletas na história do Peixe. Vários jogadores daquelas equipes atuaram por algum tempo no profissional do Peixe, como Emerson Palmieri, Zeca, Daniel Guedes, Alison, Serginho, Léo Cittadini, Leandrinho, Lucas Otávio, Pedro Castro, Jorge Eduardo, Giva, Neilton, Diego Cardoso e Stéfano Yuri.

"Foi uma emoção muito grande. Mesmo sendo um título de base, é bem importante e valioso para um clube. Em 2013, o Santos estava muito tempo sem ser campeão. Havia batido na trave em 2010, contra o São Paulo. Em 2013, o grupo era todo mundo muito unido. A gente tinha um grande treinador [Claudinei Oliveira], que tratava todos iguais. Isso foi muito bom, pois todos eram importantes", contou.

Na segunda conquista, em 2014, nosso time era muito forte. Desde o sub-15, nós, da geração 94, tínhamos ganhado tudo. Como parte do grupo tinha sido campeão em 2013, chegamos muito confiantes e conseguimos mais um título. Mesmo sendo um título de base, ficamos na história do clube por ter ganhado duas edições invictos", acrescentou.

Gustavo Eugênio, ex-Menino da Vila - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Imagem: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Depois do Santos, Gustavo Eugênio — que tem passagem pela seleção brasileira sub-17, quando formou dupla de zaga com Marquinhos, do PSG — rodou por clubes do Brasil, atuando por Paraná, River-PI, Vila Nova-MG, Tupynambás-MG e Portuguesa de Desportos. Além disso, o zagueiro quase foi parar no futebol da Malásia.

"Foi uma 'aventura' muito rápida. Acertei verbalmente com o time chamado Perak. A ideia de atuação era um mercado promissor e de uma liga que estava crescendo. Viajei para a cidade de Perak [mesmo nome do time], que fica a 200 km de Kuala Lumpur, capital do país. Quando cheguei, vi que o futebol está em desenvolvimento e não era a hora de me arriscar nesse tipo de mercado. O clube não ofereceria estrutura física, não enxerguei crescimento ali e ainda tinha dificuldade da língua. Em muitos lugares, a pessoas não falam inglês. Por ter um filho, esposa no Brasil e toda a distância que era, entendi que não era uma boa opção. Por estar com 25 anos, preferi voltar e buscar novas oportunidades no mercado brasileiro", disse Gustavo.

O defensor disputou a Série A-2 e a Copa Paulista pela Portuguesa no ano passado e está atualmente sem clube.

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