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Cafu compara Jesus a Renato Gaúcho e sugere brasileiro na seleção

Renato Gaúcho durante o clássico entre Grêmio e Internacional na Libertadores 2020 - Jeferson Guareze/AGIF
Renato Gaúcho durante o clássico entre Grêmio e Internacional na Libertadores 2020 Imagem: Jeferson Guareze/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

23/03/2020 20h29

Bicampeão do Mundo com a seleção brasileira, em 1994 e 2002, Cafu afirmou que o Brasil não precisa de um treinador estrangeiro. Na opinião do ex-jogador, Tite não deve deixar o comando da seleção brasileira, mas, se isso acontecer, o sucessor deveria ser um brasileiro, como Renato Gaúcho.

"Por que teríamos que ter um treinador estrangeiro na seleção brasileira? O flamengo hoje, em termos de clube, é uma referência jogando futebol. O que o Jorge Jesus vem fazendo é de se aplaudir. Tem plenas condições de repetir as conquistas do ano passado. Comparo este Flamengo ao São Paulo de 92-93, em que eu atuei, que ganhou muita coisa. Primeiro, não gostaria que o Tite saísse. Até porque as eliminatórias nem começaram. Sou completamente contra interromper um ciclo de Copa do Mundo. Se o Tite saísse, eu não concordaria com um treinador estrangeiro. Nós ganhamos cinco Copas do Mundo com treinador brasileiro, jogando o melhor futebol do mundo. Fase ruim todo mundo passa. O trabalho que o Jesus fez no Flamengo é idêntico ao que o renato Gaúcho fez no Grêmio nos primeiros dois anos. Por que não dar uma chance para o renato Gaúcho se o Tite sair. Temos os nossos que são bons 'para caramba'", declarou em entrevista ao Expediente Futebol, do Fox Sports, hoje (23).

Ainda no assunto seleção brasileira, Cafu acredita que falta jogo coletivo ao Brasil. O ex-jogador apontou Neymar como o jogador que pode fazer a diferença e cobrou do craque atuações que justifiquem a expectativa sobre ele.

"Não existe uma parte coletiva na seleção brasileira. Isso está claro. Eu já joguei muitas Copas de Mundo e o que eu vejo que falta hoje é união e conjunto. Um time jogando em prol de um objetivo. Não pode se importar com quem vai ser o destaque, o artilheiro. Em 94, jogamos para Bebeto e Romário, e eles jogaram para o grupo. Em 98 e 2002, jogamos para o Ronaldo e o Rivaldo. Isso faz deles mais importantes? Não. Mas a gente sabia que eles poderiam resolver o jogo. E eles resolviam. Eu não vejo isso hoje na seleção brasileira. Quem pode decidir é o Neymar, mas ele não tem jogado para o coletivo. Com o Neymar jogando bem, a seleção vai bem. A seleção tem que jogar sabendo que ele pode fazer diferença. Mas ele tem que jogar para a seleção e se concentrar no futebol", complementou.

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