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Autonomia e renovação contratual convenceram Enderson a fechar com Cruzeiro

Enrico Bruno e Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

19/03/2020 04h00

O Cruzeiro tem um novo técnico, e ele é Enderson Moreira. O profissional deixou o Ceará e foi oficializado como novo comandante celeste na tarde de ontem (18). Apesar do bom início de ano no time alvinegro (dez jogos, seis vitórias e quatro empates), o profissional não demorou muito tempo para aceitar a proposta dos mineiros, já que levou alguns pontos importantes em consideração. A autonomia para contratar reforços e a possibilidade de treinar a Raposa no ano do seu centenário pesaram na escolha.

Enderson chegará ao Cruzeiro com o principal objetivo de terminar o ano entre os quatro melhores times da Série B do Brasileirão, competição que já foi campeão em 2012 (Goiás) e em 2017 (América-MG). O retorno à elite do futebol nacional é a grande meta do Cruzeiro neste ano, e uma boa participação pode aumentar o prestígio do treinador. Isso porque o contrato feito com a Raposa conta com a opção de renovar o vínculo até o final de 2021, ano do centenário do Cruzeiro, algo que o animou.

Além da chance de poder colocar em prática um projeto de longo prazo, Enderson também terá liberdade para fazer o mapeamento do mercado e indicar jogadores para o decorrer da temporada. Para isso, ele terá como aliado Ricardo Drubscky, diretor de futebol com quem já trabalhou junto no América-MG e foi campeão da segunda divisão nacional.

Drubscky vai conciliar os trabalhos do departamento de futebol com as categorias de base e terá o auxílio do novo treinador para contratar as peças que ainda faltam para o elenco. Três a quatro nomes ainda são esperados para reforçar o clube para a Série B.

Além de convencer nos números, o novo treinador também terá a tarefa de resgatar o bom futebol no Cruzeiro, visto que há quase um ano o torcedor vem acompanhando atuações sofríveis do time celeste. Foi a partir do final de abril do ano passado que a então equipe de Mano Menezes deixou de ser favorita a todos os torneios para iniciar uma queda de produção que culminou com o rebaixamento inédito à segunda divisão do nacional.

Após a saída do treinador gaúcho, Rogério Ceni, Abel Braga e Adilson Batista também toparam o desafio, mas não conseguiram fazer o time encantar como em outros anos.

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