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Teixeira se irrita com pergunta sobre investigações e explica perda de peso

Ricardo Teixeira reaparece mais magro em entrevista à CNN Brasil - Reprodução/CNN Brasil
Ricardo Teixeira reaparece mais magro em entrevista à CNN Brasil Imagem: Reprodução/CNN Brasil

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/03/2020 20h56

Banido do futebol pela Fifa sob acusação de corrupção, Ricardo Teixeira se incomodou com perguntas a respeito de sua passagem pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em entrevista à CNN Brasil, o ex-dirigente chegou a retrucar alguns questionamentos da jornalista Monalisa Perrone, como, por exemplo, os motivos que levaram a sua saída da entidade, em 2012.

Recordando investigações envolvendo o ex-dirigente, a jornalista perguntou se a saída de Teixeira antes do fim do mandato, tinha relação com os casos. Irritado, o ex-presidente da CBF culpou o transplante de rim pela renúncia, assim como pela perda de peso.

"O senhor acha que todas essas investigações anteciparam a saída do senhor da CBF em 2012?", indagou Perrone.

"Eu considero a sua pergunta uma falta de respeito", retrucou Teixeira.

"Desculpe. Eu preciso fazer as perguntas", observou a jornalista.

"Essa é falta de respeito, porque, desde o início, eu falei o seguinte: Eu saí porque à morte, porque eu tive que fazer um transplante de rim, ou talvez eu tenha inventado este transplante", completou o ex-dirigente.

"Eu preciso fazer as perguntas. O senhor entende que isso é relevante?", perguntou Monalisa.

"Entendo dependendo da forma que for colocada", respondeu o ex-presidente, obrigando a jornalista a remodelar seu questionamento.

"A sua saída, três anos antes, do comando da CBF foi exclusivamente por uma questão de saúde?", disse Perrone.

"Eu já estava com problema no rim desde 2011. Foi quando eu me mudei para os Estados Unidos. Eles falaram que eu tinha que fazer transplante", explicou Teixeira.

O transplante, segundo o ex-cartola, também foi o responsável por sua significativa perda de peso.

"Eu tinha 104kg, hoje eu estou com 66kg. É uma consequência do transplante de rim. Mesmo que você queira, você tem que limitar as suas comidas, a sua estrutura", contou.

Os questionamentos acerca de esquemas de corrupção envolvendo amistosos da seleção brasileira também irritaram Ricardo Teixeira. Afirmando nunca ter recebido nada, o ex-dirigente acusou a imprensa de inventar 'um rolo' no amistoso contra Portugal, em abril de 2008, em Gama, no Estádio Bezerrão.

"Nunca recebeu nada sobre nenhum amistoso da seleção brasileira?", perguntou Perrone.

"Não. Até o que a imprensa inventou, que tinha rolo no de Brasília. Você se lembra desse?", retrucou Teixeira.

"A Justiça do DF revelou que o jogo foi bancado com dinheiro público, nove milhões de reais", observou a jornalista.

"Atenção. Não tenho nada a ver com isso. Isso aí não existe. Sabe de quem era esse jogo? Esse jogo era da Ambev", explicou o ex-dirigente.

Perseguido pela justiça americana e ameaça de Blatter

Já sobre os problemas com a justiça americana, o cartola afirmou ser perseguido por não apoiar a candidatura dos Estados Unidos para sediar a Copa do Mundo de 2022. Além disso, o ex-presidente revelou ter sido ameaçado por Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa.

"Por que a justiça americana perseguiria Ricardo Teixeira?", perguntou Perrone.

"Porque Ricardo Teixeira foi um dos caras que realmente matou a Copa deles, do (Bill) Clinton. Ricardo Teixeira foi um deles. Ele sabe disso. Eu matei a Copa dele. Ele sabe disso", respondeu Teixeira. Vale lembrar que o ex-presidente norte-americano era diretor honorário da campanha para os EUA sediarem o Mundial.

"Vingança. E todo mundo diz que o Clinton é muito vingativo", completou o ex-dirigente.

Ainda sobre as candidaturas para a Copa de 2022, Teixeira disse não ter recebido dinheiro para votar no Catar e relatou a ameaça de Blatter:

"Ele me ameaçou. Num intervalo, a gente estava conversando, o Blatter disse assim: Ricardo, acho que você deve ficar atento, porque você tem propriedade nos EUA, sua filha está estudando lá. Você devia tomar cuidado. Como você vai votar no Catar? O que tem o Catar a ver com você? Eu considerei isso como ameaça", disse o ex-presidente.

"Não falei nada. Ia falar o quê? Olhei com olhar de cascavel para ele, virei e fui lá votar no Catar", complementou.

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