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Cruzeiro demite Adilson, que critica gestão: "Precisa de um presidente"

Adilson Batista deixou o cargo de técnico do Cruzeiro após a derrota para o Coimbra pelo Estadual - Douglas Magno/Light Press/Cruzeiro
Adilson Batista deixou o cargo de técnico do Cruzeiro após a derrota para o Coimbra pelo Estadual Imagem: Douglas Magno/Light Press/Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

15/03/2020 18h33

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Adilson Batista foi demitido do cargo de técnico do Cruzeiro após a derrota por 1 a 0 para o Coimbra, na tarde de hoje (15), pela nona rodada do Campeonato Mineiro 2020. O treinador foi o responsável por comunicar a sua saída por meio de um pronunciamento e fez críticas à atual gestão do clube.

"Primeiro, gostaria de dizer a vocês que não sou mais o treinador do Cruzeiro. Acabei sendo demitido ali pelo Carlos (Ferreira Rocha). Estarei na torcida e acompanhando. Torço para que o Cruzeiro consiga o maior objetivo do ano, que é o acesso. Fico um pouco chateado, não só pelos resultados, mas a gente precisa entender o processo. Tivemos que fazer uma reformulação. Tive a coragem de pedir que determinados jogadores saíssem. Eu fiz isso, falei quem queria e quem não queria. Ajudei nesse processo. O clube ficou uma bagunça dentro do vestiário, uma desordem. Atletas tomaram conta do clube, derrubaram o senhor Mano Menezes, meu amigo, senhor Abel, senhor Rogério Ceni e tomaram conta do clube", disse.

"Cheguei, tive que limpar. Dei treino por alguns dias até resolver a situação. Não tínhamos comando lá em cima. Rezo para que o clube tenha logo um presidente. Está precisando urgente de um presidente. Hoje, o Cruzeiro tem oito gestores e os oito querem cuidar do futebol. Alguns tinham que cuidar do marketing, fizeram uma campanha pensando em 300 mil sócios, mas hoje só tem 45 mil. Então, o marketing precisa melhorar. Demora para chegar jogadores. Estou vindo a vocês pedir mais um meia, mais um extremo, outro extremo, mais um lateral. Para quem chegar, isso vai aparecer. Isso vai aparecer, vai encorpar, vai melhorar", acrescentou.

"Estarei na torcida. Fico triste, porque peguei todas as dificuldades que se tem para montar um time. A gente não conseguiu repetir escalações. Os jogos que perdemos tiveram mais erros individuais que coletivos. Fico triste, mas faz parte do futebol", completou, em comunicado à imprensa.

Durante a semana, os gestores do Cruzeiro chegaram a decidir demitir Adilson, mas voltaram atrás e o mantiveram no cargo. Perguntado sobre a situação à frente do clube, o treinador informou: "Eu fui demitido esses dias pelo Samuel [Venâncio, repórter da Itatiaia]. Demissão não existiu, eu estava lá trabalhando. Se sou amigo do Zezé e do Pedro, se incomodo alguma ala, não sei. Se é porque a gestão está assumindo o futebol pela primeira vez e está faltando experiência, não sei. Eu não sei", comentou.

"Eu converso muito com o Carlos, o Ocimar e o Benecy. Quando digo que precisávamos agilizar algumas coisas, o Jean já era para estar aqui, o Ariel era para estar aqui. O Angulo chega amanhã. Não foi falado há trinta dias? Tem que entender o processo. Tem que ser rápido, mas não nos dão tempo para isso", completou.

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