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Bola aérea preocupa e gera mais da metade dos gols sofridos pelo Cruzeiro

Bruno Haddad/Cruzeiro
Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

14/03/2020 04h00

Antigo ponto forte do Cruzeiro, a jogada de bola aérea se tornou motivo de grande preocupação no time celeste. Neste início de ano, a equipe de Adilson Batista tem dificuldades para sair de campo sem sofrer gols. Tão ruim quanto isso é a frequência dos gols pelo alto. Dos 14 tentos levados pela Raposa, oito acontecem desta maneira.

O último jogo contra o CRB, pela Copa do Brasil, foi mais uma demonstração de como o time não está conseguindo levar a melhor pelo alto. O sistema defensivo não conseguiu afastar o primeiro cruzamento em definitivo, e ainda deu espaço para Dudu cruzar na cabeça de Léo Gamalho, que também subiu livre para balançar as redes. Se recuperar o histórico, o cenário se repetiu nas partidas contra o Atlético-MG, Uberlândia, Tombense (dois gols), Patrocinense e São Raimundo-RR (dois gols).

No passado recente, a bola aérea sempre foi motivo de tranquilidade para o torcedor do Cruzeiro. Campeão brasileiro e da Copa do Brasil, o time já teve jogadores como Bruno Rodrigo, Dedé e até mesmo Léo como referências. Hoje, as constantes falhas já geraram algumas trocas no time. Além de Léo, Cacá e Arthur também foram utilizados no time titular, que ainda não se acertou. Muito em breve, novas oportunidades deverão surgir para Marllon e Ramon, recém-contratados para dar mais experiência ao setor.

"São situações de jogo que temos que estar 100% concentrado. No treinamento coletivo a gente também levou um gol de bola parada e por desatenção. E em uma dessas que a gente toma o gol. Tem que ter cabeça boa, leve, para mostrar nosso valor. O professor está batendo muito nessa tecla, não só para não tomar gols de bola área, mas para parar de tomar gol", disse Ramon.

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