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Mobilidade ou faro de gol? Encaixe do ataque traz dúvidas para Odair no Flu

Nenê, com 9 gols, e Marcos Paulo, com 5, são os artilheiros do Fluminense em 2020 - Thiago Ribeiro/Agif
Nenê, com 9 gols, e Marcos Paulo, com 5, são os artilheiros do Fluminense em 2020 Imagem: Thiago Ribeiro/Agif

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

12/03/2020 12h00

O Fluminense jogou mal e perdeu para o Figueirense por 1 a 0 na Copa do Brasil. E diferente das partidas pelo Campeonato Carioca, o Tricolor pecou justamente no ataque. A desorganização do setor ofensivo, que mudou em relação a goleada por 4 a 0 para o Resende, somada à má atuação de Nenê, trouxe dúvidas para Odair Hellmann, que tem um dilema: escalar uma equipe mais móvel ou ter seus artilheiros todos juntos em campo.

Contra o Figueira, a opção por Evanílson - testado também na ponta direita - não rendeu o mesmo resultado. Odair ainda não encontrou a forma ideal de aproveitar a qualidade do camisa 9 ao lado de Marcos Paulo, que mostrou justamente seu melhor futebol atuando centralizado, como centroavante (sua posição de origem) ou mais recuado, como um 10. Na ponta, o camisa 11, que tecnicamente é o melhor jogador do elenco, ainda não se encontrou.

Além da dupla, os ponteiros também não mantiveram regularidade nas atuações. Opções de velocidade, Fernando Pacheco e Wellington Silva não tiveram uma sequência de boas performances e acabaram por substituir um ao outro na maioria das oportunidades. Juntos, contra o Resende, não foram brilhantes, mas deram mais opções ao meio de campo e aos ofensivos laterais Gilberto e Egídio.

No setor, Hudson e Yago foram boa descoberta e estão consolidados como volantes titulares. A dupla aumentou a intensidade e a velocidade nas transições, o que vinha sendo um problema para o Fluminense. À frente deles, Nenê, o artilheiro da equipe no ano com 9 gols, tem resolvido jogos, mas não é exatamente um armador. Contra equipes que atuam mais fechadas, como no caso de ontem (11), o jogador fica preso às linhas de marcação e não costuma recuar para criar, o que torna o time menos criativo e ainda abre buracos na recomposição.

Opção natural na posição, Paulo Henrique Ganso atuou pouco em 2020. Foram 180 minutos na temporada, sempre como substituto. No Scarpelli, entrou apenas aos 39 do segundo tempo, quando o Tricolor já perdia por 1 a 0. Apesar da grande temporada de Nenê, há quem defenda o retorno do camisa 10 ao time titular pela sua capacidade de organização. Ainda que não atue 90 minutos, Ganso poderia, por exemplo, ser alternativa ao jogador de 38 anos contra adversários mais retrancados.

Se não pode reclamar da quantidade de opções para o setor ofensivo, Odair ainda têm dúvidas sobre quem escalar. O treinador terá mais tempo para conseguir o encaixe ideal de seu ataque, ainda que isso signifique abdicar de algum dos jogadores que mais marcaram pelo Fluminense na temporada: Evanílson, Marcos Paulo e Nenê. Os testes mais difíceis, até aqui, mostram que, quando atua junto, o trio, apesar de ter faro de gol, torna a equipe mais previsível e lenta contra retrancas mais fortes.

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