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Mbappé doente e portões fechados: como tensão por Coronavírus atinge o PSG

Torcedor usa máscara durante partida entre PSG e Dijon em Paris - Gonzalo Fuentes/Reuters
Torcedor usa máscara durante partida entre PSG e Dijon em Paris Imagem: Gonzalo Fuentes/Reuters

João Henrique Marques

Do UOL Esporte, em Paris

09/03/2020 11h15

Às vésperas do jogo decisivo contra o Borussia Dortmund, pelas oitavas de final da Liga dos Campeões, o Paris Saint-Germain sofre com as consequências da proliferação do coronavírus na França. O clube tomou medidas preventivas para proteger jogadores e demais funcionários, mas amargou a decisão da polícia de Paris de fechar as portas do estádio Parque dos Príncipes na importante partida. No cenário de tensão, até uma dor de garganta de Kylian Mbappé gera preocupação excessiva.

Segundo o jornal Le Parisien, Mbappé não foi a campo no treino de hoje (9) e tem os sintomas investigados pelo clube. O diário ainda põe em dúvida a presença do atacante contra o Dortmund, mas diz que seu retorno às atividades está previsto para amanhã. Sua escalação só deve ser definida horas antes do jogo.

No PSG, a rotina para treinos mudou desde a semana passada. O clube proibiu a circulação de familiares de jogadores e até mesmo de seus motoristas no CT. As medidas foram tomadas para que o risco de contágio no clube diminua.

Para que tivesse a presença de torcida, o PSG ainda contratou uma firma que cuidou ontem da dedetização do Parque dos Príncipes. Hoje, o clube respeitou a decisão da polícia de Paris, e rapidamente emitiu comunicado aos torcedores explicando procedimentos para reembolso de quem comprou ingresso.

Os jogadores do PSG não aprovam a decisão de fechar os portões na partida decisiva. O brasileiro Marquinhos disse recentemente que preferia que o jogo fosse adiado

"É uma pena. Se for portão fechado, é melhor anular. É uma pena esportivamente para o PSG. Nós precisamos do nosso torcedor, e não acho que o jogo tenha que ser realizado nesse caso", disse o zagueiro brasileiro.

No sábado, o PSG já sofreu com medidas contra o coronavírus com o adiamento da partida com o Strasbourg, fora de casa, pelo Campeonato Francês. A comissão técnica teme que a falta de ritmo possa prejudicar o time contra o Borussia Dortmund. Por isso, realizou treino intenso de cerca de uma hora e 30 minutos de duração no dia em que a equipe originalmente jogaria.

Hoje, Romain Mabille, presidente dos Ultras, a principal torcida organizada do PSG, se posicionou de forma contrária à decisão da polícia parisiense.

"É uma catástrofe. Nós não compreendemos. Centros comerciais, escolas, parques, todas as atrações abertas. No fim de semana, aconteceram jogos na França sem problemas, e agora eles decidem fechar as portas. Sabemos que decisões com o tema são difíceis, mas essa nós não compreendemos", reclamou Mabille.

O Governo Francês informou hoje que já são 1.126 casos de Coronavírus no país, com 19 mortes confirmadas.

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