Topo

Defesa de Ronaldinho e Assis apresenta recurso contra prisão preventiva

Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, foram detidos no Paraguai na última quinta-feira (5) - NORBERTO DUARTE / AFP
Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, foram detidos no Paraguai na última quinta-feira (5) Imagem: NORBERTO DUARTE / AFP

Ricardo Perrone

Do UOL, em Assunção (PAR)

09/03/2020 12h34

Os advogados de Ronaldinho Gaúcho e Assis apresentaram nesta segunda-feira (9) recurso contra a decretação de prisão preventiva de ambos no Paraguai. Deve haver uma audiência nesta terça para julgar o pedido.

No último domingo, Sergio Queiroz, advogado brasileiro do ex-jogador, havia dito que considera ilegal a prisão preventiva e se queixou de que teria sido impedido pelas autoridades paraguaias de apresentar recurso suspendendo o julgamento no qual a prisão foi decretada. Ele também se queixa de não ter sido concedida a prisão domiciliar.

Na ocasião, Queiroz afirmou que tentaria suspender a prisão preventiva por meio de recurso. Entre os argumentos está a alegação de que Assis sofre de problemas de saúde, e por isso a prisão domiciliar seria mais adequada do que a manutenção dele na "Agrupácion Especializada da Policia Nacional".

Os irmãos foram presos preventivamente sob acusação de usarem documentos paraguaios falsos para entrar no país.

Entenda o caso

Detido no hotel com Assis

Ronaldinho e Assis acabaram detidos pela Polícia paraguaia na noite de quarta-feira (4) na suíte de um hotel. A convite para dois eventos no país vizinho, o ex-jogador do Barcelona e o irmão receberam passaportes e registros civis (equivalente ao RG brasileiro) paraguaios. Nos documentos, o ex-camisa 10 da seleção era identificado como paraguaio naturalizado.

Por que não abordaram Ronaldinho no aeroporto?

O reconhecimento dos documentos falsos de Ronaldinho e Assis ocorreu ainda no aeroporto paraguaio. Porém, diante de todo o cenário de presença de público para a chegada do ex-jogador, as autoridades decidiram postergar a abordagem para o período da noite, já no hotel e minimizando as chances de uma confusão com fãs do antigo astro do Barcelona.

Quem foi preso?

Antes de Ronaldinho, Assis e Dália, Wilmondes Sousa Lira, brasileiro de 45 anos, foi preso pela polícia ainda no início das investigações sob a acusação de fornecer os passaportes. Outra mulher com suposta relação com o caso também foi detida pelas autoridades.

Depoimento longo

Ronaldinho e Assis permaneceram boa parte da última quinta-feira (5) no Ministério Público para prestar esclarecimentos. Os dois chegaram pela manhã e só saíram no fim da tarde, sem responder a totalidade de perguntas sobre o caso.

Caso rende renúncia

O caso Ronaldinho provocou a renúncia de Alexis Penayo, diretor do Departamento de Migrações do Paraguai. Penayo alegou falta de apoio. Em nome do ministro Euclides Acevedo, o Ministério do Interior paraguaio criticou publicamente o departamento pela falta de posição assim que Ronaldinho desembarcou no país.