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Advogado de empresária nega que ela produziu documentos falsos a Ronaldinho

NORBERTO DUARTE/AFP
Imagem: NORBERTO DUARTE/AFP

Ricardo Perrone

Do UOL, em Assunção (PAR)

09/03/2020 09h38

Os advogados de Dalia López, que teve mandado de prisão preventiva pedido pela Justiça do Paraguai, negaram que ela tenha sido a responsável por produzir documentos paraguaios falsos usados por Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis. Os dois estão presos preventivamente no Paraguai.

Segundo o advogado Alvaro Arias, Dalia apenas contatou gestores (despachantes) que então elaboraram os documentos. Os nomes deles serão entregues ao Ministério Público.

Segundo sua versão, Paula, mulher de Wilmondes Sousa Lira, empresário que também está preso, solicitou ajuda para fazer a documentação para Ronaldinho e Assis. Eles teriam interesse na naturalização paraguaia para realizar os negócios no Paraguai em condições mais favoráveis, segundo o advogado disse ter ouvido de sua cliente.

"Dalia apenas contatou gestores. Eles são os responsáveis pela documentação".

Arias também disse que o convite para Ronaldinho viajar ao Paraguai não partiu de sua cliente. "O senhor Lira disse que Ronaldinho estaria no Paraguai para promover um cassino e perguntou se ela não teria interesse em aproveitar oportunidade. Dalia, então, convidou Ronaldinho para fazer ações beneficentes para sua ONG.

Ainda de acordo com o advogado, Daila não pagaria nada por ações beneficentes que Ronaldinho desenvolveria para sua instituição. A ONG, segundo ele, foi fundada há seis meses sem, não chegou a realizar operações e assim não pode ser acusada de envolvimento em lavagem de dinheiro. A imputação é feita pelo Ministério Público Paraguaio.

Ele também disse não saber quem efetuou o depósito de garantia exigido pelas autoridades paraguaias para estrangeiros que querem se naturalizar. O valor é de U$ 5 mil por pessoa. "Suponho que tenha sido o senhor Lira.

Arias também explicou que para obter cidadania paraguaia qualquer estrangeiro precisa viver e trabalhar no país por pelo menos três anos. "É um absurdo Ronaldinho ter conseguido passaporte em tão pouco tempo", declarou.

Porém, o advogado não considera fora do normal sua cliente não ter suspeitado da ilegalidade e ter avisado as autoridades paraguaias. Ele insiste que Dalia não tinha relação direta com a produção dos documentos assim não tinha obrigação de saber sobre a falsificação.

Considerada foragida pela justiça paraguaia, Dalia não foi notificada oficialmente sobre seu pedido de prisão preventiva, segundo os advogados.

Eles ficaram de entrar em contato com o Ministério Público paraguaio nesta segunda para tratar da apresentação de sua cliente.

"Ela tem hipertensão e está com diabetes avançada. Precisamos ver se suporta isso. Ronaldinho e Assis estão presos preventivamente porque são estrangeiros e não têm residência no Paraguai. Dalia reside aqui e não oferece risco de fuga, por isso poderia ter sido decretada a prisão domiciliar. A empresária trabalha com fretamentos de aeronaves segundo seu defensor.