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Palmeiras quer repetição para transformar Dudu em solução como camisa 10

Luxemburgo orienta Dudu durante duelo Tigre x Palmeiras, pela Libertadores - Juan Mabromata/AFP
Luxemburgo orienta Dudu durante duelo Tigre x Palmeiras, pela Libertadores Imagem: Juan Mabromata/AFP

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

05/03/2020 04h00

Sem encontrar um camisa 10 confiável, Vanderlei Luxemburgo precisou procurar opções dentro de seu elenco para substituir Raphael Veiga e Lucas Lima. Por dois jogos seguidos, a tentativa do treinador foi de colocar Dudu na posição. E a tendência é que isso se repita nas próximas partidas após a vitória por 2 a 0 na noite de ontem diante do Tigre, na estreia da Libertadores.

O camisa 7 ficou deslocado para o meio-campo, deixando Willian e Rony pelas pontas. Luiz Adriano foi escolhido como referência. O quarteto deu velocidade ao ataque e mostrou uma capacidade de rodar de posição entre eles, mas deixou claro que ainda precisa de entrosamento com os volantes e defensores.

Durante os 90 minutos, especialmente após abrir o placar, a equipe deixou um buraco entre os volantes e Dudu, que permitiu que o time do Tigre criasse chances. Como faltou pontaria, Weverton não precisou fazer grandes defesas, mas a partida serviu de alerta para seu treinador.

A ideia do treinador é que o camisa 7 seja escalado mais vezes na posição para que o entrosamento da equipe melhore. Para isso, ele precisa de sacrifício dos seus pontas.

"Tenho que começar a olhar o Dudu por dentro, tenho o Rony, Veron, Luan Silva que está chegando. O Dudu jogando por dentro pega bastante vezes na bola. No lado do campo a bola tem que chegar para ele. No meio as pessoas buscam ele. Achando ele, é um jogador que preocupa a zaga. Mas desde que eu tenha dois pontas que façam a volta para marcar", analisou o treinador.

Os números mostram que Dudu precisa ser mais ativo na recomposição como um meio-campista. Segundo o site Sofascore, ele perdeu a posse de bola em 22 ocasiões, mas não fez nenhum desarme, não travou nenhum chute e não ganhou duelos por cima. Ele também não acertou nenhum passe longo e deu apenas dois cruzamentos.

Em contrapartida, ele exibiu características semelhantes às que mostrava quando atuava como ponta, com 12 duelos frente a frente com o oponente, com nove dribles e 54 passes certos.

Dudu como meia é uma solução para dois problemas de Vanderlei Luxemburgo. Ele tem vários jogadores bons para jogar pelas pontas e nenhum camisa 10 que consiga municiar os atacantes. Resta saber se o camisa 7 conseguirá ser tão decisivo quanto sempre foi pelo lado.

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