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Após blitz, perícia de documento de Bruno Henrique pode levar até 10 dias

Bruno Henrique comemora gol do Flamengo contra o Vasco - RUDY TRINDADE/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Bruno Henrique comemora gol do Flamengo contra o Vasco Imagem: RUDY TRINDADE/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

01/03/2020 13h52

As investigações sobre a autenticidade do documento apresentado pelo atacante Bruno Henrique durante uma blitz da Lei Seca, no Rio de Janeiro, ainda estão em andamento. A carteira de motorista mostrada pelo jogador do Flamengo está em perícia no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) e o resultado sairá em até 10 dias.

O inquérito policial foi instaurado na madrugada de ontem, na 16ª DP do Rio de Janeiro, localizada na Barra da Tijuca. As investigações foram iniciadas para apurar o uso de documento falso por parte de Bruno Henrique ou se houve um erro no banco de dados do Detran. A CNH apresentada pelo atleta durante a blitz foi emitida no estado de São Paulo.

Na delegacia, Bruno mostrou uma carteira nacional de habilitação, prestou depoimento, pagou uma multa e teve o documento apreendido. A investigação está em andamento e, caso comprovado a falsidade da CNH, ele poderá ser indiciado por uso de documento falso. O crime prevê pena de até seis anos de reclusão.

Marcos Braz, vice de futebol do Rubro-negro, demonstrou tranquilidade ao comentar o assunto após o confronto entre Flamengo e Cabofriense ontem. O dirigente elogiou a Lei Seca, projeto responsável pela diminuição de acidentes de trânsito, e disse que o atleta se sentiu desconfortável para fazer o teste do bafômetro.

"Falei rapidamente com ele. Quero deixar claro que a Lei Seca é um excelente programa, é contundente, a população aprova. A gente apoia esse programa. Tivemos um atleta que teve a parada solicitada, ele fez o procedimento normal. Entregou a carteira, a documentação do carro e não quis fazer o bafômetro, ele se sentia desconfortável, achava que estava no limite do desconforto. Posterior a isso, foi avisado a ele que teria um problema que (o documento) não aparecia nos registros", disse o dirigente.

Sobre a questão da documentação, Braz colocou panos quentes e disse que apenas uma perícia minuciosa poderá solucionar a questão:

"Está chateado, mas também muito tranquilo. Fez os procedimentos legais e agora é aguardar daqui para frente. Sobre documento falso, é muito cedo. Passa por perícia, passa por situações. O atleta vai se colocar à disposição da autoridade policial. Se houver lá na frente uma questão da perícia do documento, vamos ver".

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