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Coronavírus: CEO da Inter e técnico do Roma criticam Liga por adiar jogos

Jogadores da Inter de Milão comemoram gol contra o Milan em jogo pelo Campeonato Italiano - REUTERS/Daniele Mascolo
Jogadores da Inter de Milão comemoram gol contra o Milan em jogo pelo Campeonato Italiano Imagem: REUTERS/Daniele Mascolo

Do UOL, em São Paulo

29/02/2020 14h01

O adiamento de cinco partidas da primeira divisão do Campeaonto Italiano não agradaram ao presidente da Inter de Milão e ao técnico do Roma, que reclamaram da decisão da Liga Italiana de Futebol.

A mudança dos jogos, entre eles o clássico entre Juventus e Inter de Milão, para o dia 13 de maio foi feita devido à epidemia do novo coronavírus, que afeta especialmente a Itália, com quase 900 casos de coronavírus e 21 mortes já foram confirmadas.

Os outros jogos adiados foram Milan x Gênova, Parma x SPAL, Sassuolo x Brescia e Udinese x Fiorentina. As partidas estavam programadas para este fim de semana sem público devido à epidemia, mas o adiamento foi finalmente decidido.

O Roma foi um dos clubes que tiveram seu jogo mantido para amanhã, contra o Cagliari. A decisão não agradou Paulo Fonseca, técnico do time. O treinador se mostrou contrário a remarcação apenas de alguns jogos, enquanto outros aconteçam normalmente.

"As autoridades estão tentando tomar as melhores decisões para todos, eu confio nisso. No entanto, pode haver um problema de regularidade esportiva e, para não ter dúvidas, ou jogaríamos todas as partidas, com portões abertos ou fechados, conforme necessário, ou não jogaríamos nenhuma partida", disse Fonseca durante coletiva de imprensa hoje.

Em entrevista à Sky Sports, Giuseppe Marotta, CEO da Inter de Milão, também questionou a medida, preocupado com uma sobrecarga no calendário dos times que estão conciliando a competição com torneio continentais, como Liga dos Campeões e Liga Europa.

O dirigente questionou também um possível adiamento da próxima rodada e quer que esse assunto seja discutido de maneira mais ampla e com critérios mais bem definidos para as remarcações de jogos.

"Como cidadão, sendo uma emergência, tenho muito respeito pelas medidas para proteger a saúde de todos, mas como gerente de futebol estou muito preocupado, principalmente olhando para o calendário cheio de compromissos. Se o Conselho de Ministros prolongar o bloqueio até dia 8 de março, me pergunto como iremos gerenciar alguns jogos da próxima rodada que envolvem equipes que irão disputar jogos pela Europa, como Atalanta, Inter e Juventus. Na Inter, solicitamos um Conselho Extraordinário, pois são muitas questões a serem discutidas e devemos garantir o equilíbrio e a competitividade do nosso campeonato, devendo ser adotado um critério único e harmonioso", afirmou.

Marotta usou o jogo entre Inter de Milão e Ludogorets, realizado com portões fechados na última quinta-feira pela Liga Europa, para justificar o argumento de que a competição deve tentar ter prosseguimento e também reclamou do atual modelo do campeonato.

"O jogo contra o Ludogorets foi uma experiência surreal, que penaliza os fãs, mas há uma emergência e devemos continuar o campeonato. Eles conversaram sobre jogar com portões fechados como um sacrifício necessário e, sinceramente, não vejo alternativas possíveis. Eu me pergunto se faz sentido a Serie A ter 20 times. Sou a favor de uma redução para 18. Essa situação extraordinária deve nos fazer pensar que seria aconselhável deixar espaços no meio de semana".

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