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Cadê o Miguel? Joia 'some' mesmo com problemas no ataque do Fluminense

Destaque do Fluminense no bom início em 2020, Miguel está "sumido" do time de Odair Hellmann - Lucas Merçon/Fluminense FC
Destaque do Fluminense no bom início em 2020, Miguel está "sumido" do time de Odair Hellmann Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

22/02/2020 04h00

Classificação e Jogos

O bom início de 2020 do Fluminense tinha como grande novidade um jovem de 16 anos. Joia de Xerém, Miguel encantou a torcida com dribles e passes no Campeonato Carioca apesar da pouca idade. E mesmo quando passou a ter problemas em seu ataque, o técnico Odair Hellmann não utilizou o meia-atacante, que "sumiu" do time tricolor.

Se não marcou gols, Miguel foi o grande parceiro do "seu avô" Nenê como destaques de um Flu mais móvel e criativo, principalmente nas vitórias sobre Portuguesa e Bangu. O jovem deu duas assistências nas cinco partidas em que atuou.

A leitura de jogo diferente para a idade chamou a atenção de todos, ainda que Odair tenha preferido blindar o meia de 16 anos da expectativa criada em cima dele.

"É um menino de muito talento, 16 anos, talentoso, ainda processo de transformação física. Tomar cuidado porque o jogo é técnico, mas ele tem imposição física também. Que bom que está conseguindo passar por esse processo já amadurecendo, principalmente físico. O que tenho conversado com ele é que faça o processo gradativo, com calma, no que puder vou ajudar. Mais um talento da escola de Xerém. Mas vamos com calma", declarou o treinador, freando o otimismo com o jovem.

Em três dos cinco jogos que atuou, Miguel foi escalado atuando como falso 9, por dentro. Nesses confrontos, não repetiu as atuações que teve jogando mais solto pelo meio de campo. Contra Flamengo e Unión La Calera, inclusive, foi sacado no segundo tempo. O meia não foi mais utilizado desde o jogo de ida da primeira fase da Copa Sul-Americana.

Na partida de volta, no Chile, o Flu se ressentiu de um meia mais móvel para criar por trás de seus atacantes, muito por conta do gramado sintético do estádio Nicolas Chauhán Nazar. Apesar disso e dos desfalques no ataque — Fernando Pacheco e Wellington Silva não foram inscritos na Sul-Americana —, Odair optou por Ganso, Michel Araújo e Matheus Alessandro. Miguel assistiu à vexatória eliminação do banco de reservas.

Com muitas opções do meio para a frente, Hellmann parecia ter chegado a sua escalação ideal contra o Botafogo, na melhor atuação do Fluminense na temporada. Depois, entretanto, o Tricolor acumulou duas eliminações consecutivas, na Taça Guanabara e na Copa Sul-Americana.

Em semana de treinos até a partida contra o Moto Club, na quarta (26), às 21h30, no Castelão, em São Luís, no Maranhão, pela estreia na Copa do Brasil, o treinador terá tempo livre para testar outras alternativas. Há expectativa pela utilização de Miguel, ainda que como opção vindo do banco de reservas.

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