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Renato Gaúcho vê aumento da cobrança com estrangeiros após sucesso de Jesus

Renato Gaúcho e jogadores do Grêmio comemoram vitória em Gre-Nal no Beira-Rio - Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Renato Gaúcho e jogadores do Grêmio comemoram vitória em Gre-Nal no Beira-Rio Imagem: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Colaboração para o UOL, em São Paulo

21/02/2020 18h40

Treinador do Grêmio desde o fim de 2016, Renato Gaúcho acredita que a cobrança com seus colegas estrangeiros no Brasil aumentou por conta do sucesso de Sampaoli e, principalmente de Jorge Jesus no ano passado. Para o técnico gremista, há espaço para todos trabalharem, mas é preciso mais paciência por parte dos clubes.

"Acima de tudo, se for um bom profissional, tem espaço para todo mundo. Agora, as pessoas não podem colocar na cabeça que todo técnico estrangeiro que chegar vai ter um resultado imediato como o Jorge Jesus teve. O Jorge Jesus chegou no Flamengo e está fazendo um trabalho excepcional, mas não quer dizer que um outro estrangeiro, de qualquer nacionalidade, vai dar a mesma resposta em tão pouco tempo. Então, hoje em dia há muita cobrança sobre os técnicos estrangeiros porque exige-se o mesmo resultado que o Jorge Jesus teve, que o Sampaoli teve. A gente não pode esquecer que o Sampaoli perdeu tudo no Santos no primeiro semestre dele. No segundo semestre, conhecendo melhor o futebol brasileiro, ele chegou e fez uma grande campanha no Campeonato Brasileiro. Então, não vai ser da noite para o dia que vai chegar um português aqui e resolver todos os problemas. Não é assim. Deem tempo para o treinador trabalhar. Infelizmente no Brasil, nem o técnico brasileiro tem tempo. Imagina a paciência com os estrangeiros. Ainda mais agora. E ninguém é mágico. O treinador estrangeiro tem que chegar, conhecer o futebol brasileiro, conhecer o grupo dele, conhecer a forma que o futebol brasileiro é jogado, e isso leva tempo. E, infelizmente, no Brasil, não temos paciência", declarou em participação no Visão Fox, do Fox Sports, na madrugada de hoje (21).

Renato ainda falou sobre o tipo de jogador que o agrada. O treinador afirmou não se importar com o que os atletas fazem fora de campo desde que respondam dentro de campo.

"Eu costumo falar o seguinte: 'o jogador de futebol não é escravo, mas tem que saber fazer as coisas na hora certa'. Muita gente pode me acusar de não fazer tudo certo quando eu era jogador. Eu não fazia tudo certo, mas eu me garantia. Então, se o jogador quer fazer o que quiser fora do campo, tem que se garantir dentro. Se não, ele tem que pisar um pouco no freio. Eu não quero jogador que só tome suco de laranja e durma oito da noite. Eu prefiro o cara que toma meia dúzia de cerveja, dorme uma da manhã, mas que vai me ajudar no dia do jogo. Eu não quero o santo. Se o santo me ajudar também, ótimo. Eu não proíbo meu jogador de fazer nada. A consciência é deles. Do portão para dentro, é comigo e se não render, vai ficar no banco. Cada jogador tem que saber até onde pode chegar", completou.

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