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Goulart, Hulk e Róger Guedes: sonhos caros da China de clubes brasileiros

Hulk, atacante do Shanghai SIPG, em ação durante vitória sobre o Buraram United - Xinhua/Ding Ting
Hulk, atacante do Shanghai SIPG, em ação durante vitória sobre o Buraram United Imagem: Xinhua/Ding Ting

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

20/02/2020 12h00

O mercado da bola segue agitado no futebol brasileiro. E a epidemia do coronavírus na China faz com que craques do Brasil possam retornar à terra natal. Hulk, Ricardo Goulart e Róger Guedes são sonhos de clubes locais na janela de transferências.

Hulk é um desejo do Palmeiras no mercado da bola. O atacante do Shanghai SIPG, da China, está no Brasil com a família e aproveita o tempo livre para conhecer as dependências do clube do coração.

À procura de um atacante para jogar pelo lado do campo em 2020, o Palmeiras fez uma consulta para tirar Hulk do Shanghai SIPG, da China. Os paulistas avaliam a epidemia do coronavírus como um aliado para repatriar o jogador de 33 anos, mas o negócio é visto como inviável neste momento.

A remuneração de Hulk na Ásia é um dos empecilhos para o negócio atualmente. O atacante, que defendeu a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, tem um dos maiores salários do futebol asiático. Em uma lista divulgada pela France Football no ano passado, ele apareceu entre os 20 jogadores mais bem pagos do mundo, com vencimentos de 23,4 milhões de euros (R$ 110,4 milhões) por ano.

Caso a liga chinesa seja paralisada por muito mais tempo, a expectativa é que as equipes de lá tenham de emprestar seus atletas para mantê-los em atividade, ao mesmo tempo que bancariam a maior parte dos vencimentos concordados. Recentemente, por exemplo, Henrique Dourado foi emprestado ao Palmeiras sem nenhum custo salarial. O atacante não poderia jogar pelo excesso de estrangeiros e acabou cedido de graça.

Shandong Luneng/Site oficial
Imagem: Shandong Luneng/Site oficial

Hoje no Shandong Luneng, Róger Guedes agrada à diretoria do Atlético-MG. O atacante de 22 anos é um nome que foi procurado pelo clube em janeiro passado e já esboçou interesse no retorno. No entanto, as exigências dos chineses impedem um negócio neste momento.

A pedida do Shandong Luneng é o que inviabiliza a volta de Róger Guedes ao Atlético-MG. O clube que detém os direitos do atacante pede um valor próximo do que pagou para tirá-lo do Palmeiras em julho de 2018 — cerca de 9,5 milhões de euros (R$ 44,24 milhões na cotação atual). Os números exatos não são confirmados.

O Galo entrou em contato com Paulo Pitombeira, agente do atacante, e tentou repatriá-lo. O empresário é quem tinha a incumbência de representar os mineiros na negociação. Mesmo do Brasil, ele tentou o aval dos asiáticos, que recusaram abrir negociações e exigiram um montante considerado elevado. O Atlético não consegue atender às exigências do clube.

Outro nome que pode voltar em breve é Ricardo Goulart. O atacante está ao lado de sua família no Brasil para fugir da epidemia do coronavírus. Ele ainda não abriu negociações com algum clube do país. No entanto, uma volta é praticamente descartada neste momento. Dois fatores impedem o retorno do atleta que foi bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro: o seu salário - 10 milhões de euros líquidos por ano - e a naturalização como chinês.

Ele é peça fundamental do Guangzhou Evergrande e, embora tenha defendido o Palmeiras por empréstimo durante alguns meses, não deve retornar tão cedo ao futebol brasileiro.

Paulinho também é opção

Daniel Augusto/ Agência Corinthians
Imagem: Daniel Augusto/ Agência Corinthians

O volante Paulinho iniciou nesta semana treinamentos no CT do Corinthians, enquanto o futebol chinês está em recesso por conta do surto do coronavírus. Apesar da empolgação da torcida alvinegra, o veterano do Guangzhou Evergrande, da China, não será contratado, segundo dirigentes do clube paulista.

O Corinthians, é bom que se diga, busca a contratação de um jogador exatamente para essa posição. Mas seu alvo prioritário é o jovem Ederson, que rescindiu contrato com o Cruzeiro na semana passada. Neste caso, o clube paulista fez proposta de cerca de R$ 400 mil mensais (salário e luvas diluídas) e aguarda uma resposta do agente do jogador.

O Timão não se empolga com Paulinho e prioriza Ederson pelo seguinte motivo: a negociação com ídolo corintiano só poderia ocorrer em caso de empréstimo do Guangzhou. E, segundo apurou o UOL Esporte, o Corinthians não aceitaria empréstimo por apenas três meses, período em que o futebol chinês seguirá parado, no mínimo, na visão dos corintianos.

O clube paulista só aceitaria um empréstimo até o fim da temporada —ou algo ainda mais duradouro. Além disso, o clube chinês teria que pagar grande parte do salário de Paulinho, já que o ordenado do jogador está muito acima do teto salarial do Corinthians.

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