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Soteldo tem penhora de R$ 168 mil após desistir de duplex de luxo

Soteldo em ação durante jogo do Santos contra o Goiás no Brasileirão do ano passado - Heber Gomes/AGIF
Soteldo em ação durante jogo do Santos contra o Goiás no Brasileirão do ano passado Imagem: Heber Gomes/AGIF

Bruno Thadeu

Colaboração para o UOL, em São Paulo

13/02/2020 12h00

Yeferson Soteldo teve R$ 168,8 mil penhorados de sua conta. O meia-atacante do Santos foi acionado na Justiça acusado de desistir, unilateralmente, de residir em um duplex de luxo, localizado em área nobre da cidade de Santos. Os donos do imóvel alegaram ao Tribunal que o jogador não pagou a rescisão.

Na Justiça, os proprietários do duplex apresentaram documentos que mostrariam que o venezuelano havia firmado contrato em janeiro do ano passado, mas desistido dias depois do negócio. O Tribunal determinou a transferência do valor penhorado para a conta dos proprietários do imóvel.

O apartamento em questão tem dois andares e área de 500 m². O aluguel era de R$ 40 mil por mês.

Segundo o contrato apresentado, Soteldo pagaria R$ 120 mil como garantia (caução). A quantia não chegou a ser depositada.

Segundo os autores da ação, o acordo estabelecia multa de três aluguéis (R$ 120 mil) em caso de quebra de contrato. O vínculo era de 30 meses. Com juros, multas e custas processuais, a quantia subiu para R$ 168,8 mil.

Após monitoramento de contas bancárias de Soteldo, a Justiça encontrou recursos financeiros e bloqueou a quantia atualizada no processo (R$ 168,8 mil).

Imagens do duplex de luxo que Yeferson Soteldo alugou em Santos

Soteldo contesta e diz ajudar família na Venezuela

Ao Tribunal, a defesa de Soteldo contestou a penhora judicial e chegou a solicitar a restituição da quantia então bloqueada.

Ao longo do processo, a defesa do jogador apontou supostos vícios no contrato de locação. Foi citada a Lei 8245/91, que diz que o locador não poderia exigir o pagamento antecipado do aluguel.

Além disso, o jurídico de Soteldo alegou que o jogador tem três filhos e que seu ordenado é utilizado em grande parte para ajudar seus familiares que residem na Venezuela.

No entanto, a juíza da comarca de Santos, Simone Curado Oliveira, informou que a penhora não comprometeria o sustento do meia-atacante e de sua família.

"Demonstrado que a importância bloqueada não interfere no sustento do devedor e de sua família, vez que tem ganhos mensais muito superiores. Ressalto, ainda, que o executado [Soteldo] é jogador de futebol e possui rendimentos mensais expressivos", concluiu a juíza.

O UOL Esporte tentou contato com o jurídico do jogador, mas não o localizou. A reportagem será atualizada com o posicionamento da defesa de Soteldo assim que possível.

Band: Soteldo renova o contrato com o Santos

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