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Jean é apresentado no Atlético-GO e se defende: 'Não sou esse monstro'

Jean, durante apresentação no Atlético-GO - Reprodução
Jean, durante apresentação no Atlético-GO Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

13/02/2020 15h41

O goleiro Jean foi apresentado, hoje, no Atlético-GO. O ex-jogador do São Paulo afirmou que "não é esse monstro" após ser acusado de agredir sua agora ex-mulher, Milena Bemfica, durante as férias do casal em dezembro, nos Estados Unidos.

"Eu devia esclarecimento para todos. Vocês tomaram conhecimento desde dezembro de coisas pessoais. Durante esse tempo, eu estava impossibilitado pela Justiça Americana, não poderia me referir à minha ex-mulher, por isso, não falei antes. Peço desculpa pelo meu erro. Toda história tem dois lados, sim, mas nada justifica a agressão. Fiquei totalmente errado. Não estou dizendo que pela história ter dois lados eu estou certo em agredir. Foi uma reação que eu tive. Nunca tinha agredido ninguém. Quem me conhece há mais tempo sabe de toda a minha história e se surpreendeu com o que aconteceu. Mas tem coisas que eu só vou poder falar em breve. Peço desculpa a todas as mulheres. Não sou esse monstro que a imprensa fez de mim", disse durante a entrevista coletiva.

Jean chegou a ser preso nos Estados Unidos, mas a promotoria do Estado da Flórida solicitou à Justiça, em 21 de janeiro, que o caso fosse arquivado. Já o São Paulo, antigo clube do goleiro, suspendeu o contrato do jogador.

"Por eu ser uma pessoa pública, que era jogador do São Paulo, um time visto mundialmente, claro que ia repercutir mais do que uma pessoa comum. Estou completamente arrependido. Que minha história sirva de lição para que outros casos não aconteçam, não só figuras públicas, todos os homens do mundo. Sei da repercussão, minha família ficou triste, tem criança que se espelha em mim e não foi bom para eles. Tenho duas filhas mulheres e estou arrependido", acrescentou Jean, que ainda agradeceu ao Atlético-GO.

"Peço desculpa a todas as mulheres que se sentiram ofendidas e a todos em geral. Tenho que agradecer ao Atlético-GO e ao presidente por abrirem as portas. Não sou esse monstro, nunca tinha tocado em ninguém, foi uma situação de momento, por fatos que vou esclarecer depois, mas que não justificam. Se não fosse o Atlético-GO, meu contrato estaria suspenso e não teria como eu trabalhar para sustentar minhas filhas. De coração, agradeço ao clube."

O goleiro também revelou que pensou em se aposentar por conta do caso de agressão, mas mudou de ideia. "Pensei em parar de jogar num momento em que estava sendo atacado de todos os lados. Pessoas me xingando e me julgando em tom muito agressivo, ameaçando até de morte. Pensei, sim, em parar de jogar, sofri bastante, estou sofrendo. Mas, por outro lado, em conversa com minha família e meu empresário me perguntando o que eu sabia fazer, eu não soube responder. Jogar futebol é a única coisa que sei fazer. Se eu fosse sozinho, teria parado de jogar. Mas eu tenho minhas filhas, tenho que cuidar delas. Por isso, não parei de jogar", explicou.

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