PUBLICIDADE
Topo

Futebol


Edinho diz que tinha vergonha de Pelé ser jogador e que era avesso ao pai

Edinho, filho de Pelé, trabalha nas categorias de base do Santos - Divulgação/Santos FC
Edinho, filho de Pelé, trabalha nas categorias de base do Santos Imagem: Divulgação/Santos FC

Do UOL, em São Paulo

13/02/2020 16h57

Edinho afirmou que tinha vergonha de falar que era filho de Pelé quando morava nos Estados Unidos. O motivo: o esporte era mais praticado por mulheres no país, onde o ex-goleiro vivia com a mãe após a separação dela com o rei do futebol.

"A minha rebeldia em relação ao meu pai por causa da separação fez com que eu me afastasse dele e do interesse até pelo futebol. O futebol foi para um lado de maior interesse pelas meninas. Virou uma associação: futebol era esporte de menina. E aí também eu falei: 'Putz, não quero saber de futebol, tenho até vergonha'. Eventualmente um amigo ou outro falava: 'E aí, teu pai faz o quê?'. Eu respondia: 'Ah, é atleta'. E eu falava com vergonha: 'Ah, jogador de futebol'. Olha a ironia, né? O maior jogador da história do planeta e eu com vergonha de falar que meu pai foi jogador de futebol", disse em entrevista ao Globoesporte.com.

Edinho ainda revelou que não tinha contato com Pelé mesmo quando seu pai era casado com Rosemeri Cholbi. Porém, a distância aumentou após a separação.

"Eu nunca tive muito contato com o meu pai. Mesmo com meus pais casados, eu via o meu pai muito pouco. Ele saía cedo, voltava tarde, e a separação foi praticamente baseada nessa realidade, da ausência dele, minha mãe cobrando de ele estar mais presente, e a promessa de que, encerrando a carreira, ele estaria. E ele não cumpriu essa promessa. Ela bateu o pé e pediu a separação. Mas, mesmo assim, eu tinha muito pouco contato", contou o ex-goleiro, que era "avesso" ao pai.

"Acabou tendo mais contato depois, porque aí precisava estabelecer horários, marcar Natal, aniversário. Quando não furava, né? Marcava meses antes, aí chegava dois dias antes, e a secretária ligava e falava que não iria dar. Depois de duas, três, quatro, cinco, seis decepções dessas, eu já nem fazia mais questão, não marcava mais, me tornei totalmente avesso a qualquer interesse de estar com ele. Depois eu fui crescendo, ressurgiu a vontade, o interesse de estar com meu pai."

O problema, segundo Edinho, era dividir a atenção de Pelé com todas as outras pessoas do planeta. "Eu dividia meu pai com o mundo. Meu pai não é meu, ele foi emprestado para mim, para a família. Mas ele é do mundo", acrescentou o ex-goleiro.

Futebol