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Adilson contesta indicações de fora e defende seus contratados no Cruzeiro

Com exceção dos garotos que vieram da base, técnico ganhou cinco reforços indicados por ele no  Cruzeiro - Bruno Haddad/Cruzeiro
Com exceção dos garotos que vieram da base, técnico ganhou cinco reforços indicados por ele no Cruzeiro Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

08/02/2020 04h00

O técnico Adilson Batista está satisfeito com os atletas que o Cruzeiro trouxe até o momento para a temporada de 2020. A necessidade de ser cirúrgico e gastar pouco nas contratações faz com que o comandante tenha bastante cuidado ao escolher os atletas que pretende contar. E isso inclui também eventuais jogadores indicados por pessoas de dentro do próprio Cruzeiro, com custo aparentemente baixo.

Na última quinta-feira (6), Robson Fernandes Chaves, conselheiro efetivo do Cruzeiro, informou que ofereceu três colombianos para serem emprestados ao clube. Segundo ele, o trio ficaria na equipe sem gerar despesas ao clube, que só arcaria em caso de uma transferência definitiva. Apesar disso, a diretoria não se mostrou convencida com o perfil das opções. O mesmo aconteceu com o treinador.

"Nem sei quem são os jogadores, mas custo zero eu duvido. Custo zero a R$ 150 mil já dá R$ 1,8 milhão [por ano], coloca 27,5% aqui e já dá bastante dinheiro por ano. Então, isso daí nós vamos ver. Eu não sei quais são as posições, não sei quem são os atletas, isso aí tem que passar pela direção, quando a direção vem e me passa, eu analiso", comentou o técnico.

Até o momento, o Cruzeiro contratou cinco reforços para 2020: o lateral esquerdo João Lucas, o volante Filipe Machado e outros três atletas do setor ofensivo: Everton Felipe, Jhonata Robert e Roberson. Todos eles passaram pelo crivo do técnico, que já trabalhou com alguns deles ou buscou informações para minimizar as chances de erro na hora de contratá-los. Antes mesmo de entrarem em campo, alguns já geraram desconfianças pelo histórico ruim ou por passagens mais tímidas em clubes recentes. Adilson, porém, reforçou a confiança nas suas escolhas.

"O Roger Machado, por exemplo, me deu informações sobre o Machado e muito boas. Quando eu trouxe o Marquinhos Paraná [para o Cruzeiro, em 2008] ele errou no primeiro lance e depois ficou cinco anos no clube. Eu sei quem eu estou indicando, eu sei quem eu estou trazendo porque a gente pergunta, a gente vai nos profissionais que trabalharam com o jogador. A gente quer o melhor para o clube. Às vezes irão jogar mal, mas faz parte também", acrescentou.

Para o clássico de amanhã (9), contra o América-MG, é possível que o técnico mantenha a equipe que venceu o Tupynambás na semana passada por 4 a 2. Na ocasião, ele ousou e promoveu a estreia de todos os cinco reforços de uma vez.

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