PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Tranquilidade e um atacante: Coudet espera armas para mudar o Inter

Do UOL, em Porto Alegre

05/02/2020 12h00

Eduardo Coudet está mudando o Inter. Segundo o treinador, partindo de um time mais recuado para um futebol mais ofensivo, no campo do adversário. Mas o processo não será rápido nem mesmo fácil. Para promover alterações profundas ele precisa de tranquilidade, e também de um novo atacante.

O elenco do Inter não apresenta o número de possibilidades de frente que o comandante precisa. E com o duro calendário brasileiro, ele se vê obrigado a ter menos jogadores de ataque do que pretende.

"Atacantes de centro, temos o Guerrero e o Galhardo. Me parece que só os dois no elenco. No último jogo jogou o Galhardo, hoje foi o Guerrero. Se coloco os dois, posso ficar com um cansado, sem condições de jogar, e temos mais jogos pela frente. O que eu vou fazer? Você joga de atacante?", brincou Coudet com um jornalista em sua entrevista coletiva.

A falta de opções força o comandante a promover novidades. D'Alessandro agora atua como segundo atacante, Sarrafiore é reserva na mesma função. Thiago Galhardo, que já foi meia, é quem mais perto de Guerrero está em característica. Os demais são jovens egressos da base.

"Meus times normalmente jogam com dois centroavantes. Mas hoje não temos. Nem como alternativa. Essa é a explicação", disse.

Por isso, a direção está trabalhando dia após dia para reforçar o setor ofensivo. E Coudet espera novas alternativas o mais breve possível.

"Estamos trabalhando para isso, a direção trabalha bastante, em ter um mercado diferente, certamente o tempo nos dará possibilidades. Não é que não esteja de acordo com o que tenho, mas explicava qual o pensamento. Todos os jogadores podem jogar juntos, mas vamos vendo quem é o que está melhor para cada jogo, dependendo do que temos no grupo", disse.

Por este motivo o técnico não escala, por exemplo Thiago Galhardo na linha de meio-campo, ou recua D'Alessandro. Não há opções e é preciso seguir o calendário.

Mas não basta apenas alternativas de campo, é necessário paciência.

"Eu vi todos os jogos do Inter ano passado. Era um time que esperava com linha baixa e atacava o espaço. Hoje, o Inter marca alto, no campo do adversário, propõe o jogo, é protagonista. Estamos mudando as coisas, mas precisamos de tempo para ir melhorando. Já vemos uma ideia, que vai crescer com o passar do tempo", finalizou.

O Colorado retorna hoje (5) ao Brasil e amanhã inicia a preparação para encerrar a primeira fase do Gauchão contra o Novo Hamburgo, no sábado.

Internacional