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Jesualdo bate boca com repórter após comparação com intensidade de Sampaoli

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

27/01/2020 22h48

O técnico Jesualdo Ferreira não gostou de ter seu trabalho comparado ao do ex-técnico Jorge Sampaoli. Após a vitória do Santos por 2 a 1 sobre o Guarani na noite de hoje (27), pelo Paulistão, o português afirmou que seu time não será igual ao do argentino que treinou o Peixe na última temporada.

O estilo ofensivo do Santos de Sampaoli marcou época no clube, indo ao encontro do que a torcida alvinegra chama de DNA ofensivo. Jesualdo, no entanto, chegou falando sobre fortalecer a defesa que ficava exposta em alguns momentos e, por enquanto, o time se mostrou mais sólido atrás e menos criativo na frente.

Questionado sobre uma possível falta de intensidade de seu time em relação ao futebol praticado por Sampaoli, ele não gostou e discutiu com o repórter Guilherme Pallesi, da rádio Bandeirantes.

"Só tenho 15 dias, dois jogos. Não sei o que vai acontecer. Meu time não vai ser igual, os jogadores não são os mesmos. Eu vou preparar a minha equipe. A equipe vai jogar no nível de alguns jogos do ano passado, mas em outras terá mais dificuldades, como todas as equipes", disse pontuando o final da resposta e esperando a próxima pergunta.

No entanto, logo em seguida, antes da próxima questão ser feita, se voltou para o repórter e questionou: "Como você quer jogar com intensidade a essa altura, com 18 treinos? Você fez essa pergunta, não fez? Então, pronto. Só se joga de maneira intensa quando tem capacidade para jogar com intensidade. Você não me conhece há um ano, só há quinze dias", disse.

Apesar do tom utilizado na resposta, o português afirmou que as comparações com Sampaoli ou Jorge Jesus, do Flamengo, não deixam o comandante santista irritado.

"Não irrita nada, por que irritaria? Seu colega fez essa pergunta, mas ninguém falou em Jesus ou Sampaoli. Quando falarem, tenho que respeitar os outros treinadores. Ninguém é igual. No mundo há uma série de campeonatos e os campões, nem todos tem os mesmos processos", afirmou.

O Peixe teve um jogador a mais durante praticamente todo o segundo tempo, mas teve dificuldades para criar jogadas e acabou sofrendo o empate. Jesualdo, no entanto, acredita que jogar com um a mais é, às vezes, até mais difícil.

"Às vezes é mais difícil jogar contra dez do que contra onze. Não é a primeira vez que isso acontece (buscarem o resultado). Isso é uma questão de atitude que a equipe tem que ter, aumentar a intensidade através da circulação da bola. Intensidade não é só correr. Intensidade, acima de tudo, é a capacidade que a equipe tem de fazer rápidas movimentações táticas sem ter que correr muito. Quando for preciso correr, corre. Mas muitas vezes a bola que corre, ela não cansa. O Santos não foi, na segunda etapa, uma equipe que controla o jogo. Fizemos em alguns momentos, outros não. Na parte final do jogo cansamos, a recuperação defensiva fica mais difícil", disse.

Líder do grupo A, o Santos volta a campo nesta quinta-feira (30), às 19h15, quando recebe a Inter de Limeira, na Vila Belmiro, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

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