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Santos investe em grama sintética e quer mandar jogos CBF da base em CT

Jorge Andrade, gerente de base do Santos - Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC
Jorge Andrade, gerente de base do Santos Imagem: Pedro Ernesto Guerra Azevedo/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

25/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Santos iniciou troca do gramado sintético do campo três do CT Rei Pelé, destinado à base
  • Peixe optou por um gramado FIFA Quality Pro, o que há de mais moderno em grama artificial
  • Ideia melhorar a qualidade de treinos e jogos dos Meninos da Vila
  • Santos fará pequenos ajustes e está atrás de laudos e certificações para mandar jogos CBF no CT - que já recebe partidas FPF

A nova diretoria do Santos está prezando por dar qualidade de treino e jogo para o Peixe desde as categorias de base. Pensando nisso, o clube já iniciou a troca do gramado sintético do campo três do CT Rei Pelé, destinado à base. Agora, a cúpula santista quer habilitar o local para receber jogos padrão CBF — atualmente com mando no Ulrico Mursa, estádio da Portuguesa Santista.

O entendimento é que a grama sintética do campo três já está desgastada e atrapalhando até mesmo os fundamentos básicos treinados. Para dominar uma bola, por exemplo, os atletas optam muitas vezes por pisar nela, de maneira a evitar que ela escape ao controle. O "vício" de fundamento atrapalha quando os jovens atuam em um gramado bom, fazendo perder tempo com o domínio "errado".

O Peixe escolheu um gramado sintético Fifa Quality Pro, o que há de mais moderno em tecnologia de grama artificial aprovada pela entidade máxima do futebol. Trata-se de uma combinação de fios de polietileno de três tipos diferentes de cores e formatos, visando dar maior similaridade com a grama natural em termos de aparência e desempenho (resistência, resiliência e maleabilidade).

O enchimento será composto por material 100% orgânico, a base de fibra de coco com elevadíssima capacidade de retenção de umidade, que confere ao gramado a característica única de conforto térmico e alto desempenho esportivo, diferentemente dos sistemas convencionais que utilizam materiais puramente sintéticos.

O projeto também contempla a instalação de novo sistema de irrigação automatizado, com canhões aspersores periféricos de forma a cobrir 100% da área de jogo.

Atualmente, o campo três, que conta com uma arquibancada, já está apto a receber jogos da Federação Paulista de Futebol, como os Estaduais de base e a Copa Paulista. No entanto, o Peixe fará pequenos ajustes estruturais, como corrimãos e pintura, de forma a obter laudos e certificações de vigilância e acessibilidade que possibilitarão receber também jogos CBF — como Brasileiro e Copa do Brasil.

Assim, quando não puder mandar os jogos das categorias de base na Vila Belmiro, o que faz parte da ideia para a temporada 2020, o Santos não precisará atuar no Ulrico Mursa, onde os Meninos da Vila sofreram com as condições do gramado durante o último ano.

A ideia é dar as condições ideias para que as equipes de base possam exercer um futebol semelhante ao time profissional, que prioriza o jogo ofensivo e o toque de bola, características que são atrapalhadas por gramados ruins.

Santos