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O que Daniel Alves e o São Paulo já mostram de diferente em relação a 2019

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

23/01/2020 04h00

Resumo da notícia

  • Daniel Alves chegou ao São Paulo com Cuca e foi usado como meia-atacante
  • Agora, o camisa 10 tem jogado muito mais como um segundo volante
  • Contra o Água Santa, chegou até a alternar com Tchê Tchê para iniciar as jogadas
  • Ideia de Diniz é tornar a saída de bola mais rápida e qualificada
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A temporada começou para o São Paulo com vitória por 2 a 0 sobre o Água Santa na abertura do Campeonato Paulista e também com uma novidade sobre Daniel Alves. Em vez de jogar como armador, meia mais ofensivo, como aconteceu em boa parte de 2019, o astro cumpriu funções e apresentou posicionamentos diferentes, que estão ligados diretamente aos planos de Fernando Diniz.

Daniel atua agora como uma espécie de segundo volante, um camisa 8 dos velhos tempos. É responsável por dar o ritmo das transições ofensivas do São Paulo, principalmente quando a equipe é pressionada na saída de bola da defesa e precisa de um desafogo para chegar à frente. O segundo gol sobre o Água Santa, marcado pelo próprio Daniel, é um retrato disso.

Ele se desmarca, busca a bola com Tchê Tchê ainda no campo defensivo e arranca para o ataque até tabelar com Vitor Bueno a ampliar a vantagem são-paulina. Sinais dessa mudança foram vistos no fim do Campeonato Brasileiro, como no jogo contra o Internacional, que garantiu a classificação direta para a Copa Libertadores da América.

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Agora, Diniz quer que isso seja mais frequente, mas não pensa em limitar Daniel a esse papel de camisa 8. Prova disso foram as trocas constantes do capitão da seleção brasileira com Tchê Tchê. Isso melhorou a saída de bola quando o Água Santa estava com as linhas mais recuadas, já que Dani tem passe mais certeiro do que Tchê Tchê, que por sua vez entrega mais movimentação para bagunçar a defesa rival.

Essas trocas ainda tiveram o apoio de Hernanes, que ajudou a tornar as triangulações mais frequentes e naturais. Diniz gostou do que viu nesse meio de campo: "Ficamos vulneráveis em alguns momentos, mas não porque é um meio muito ofensivo que não marca, mas sim porque são ajustes do sistema que virão com treinos e jogos. Isso é treino, repetição, dedicação. E minha ideia é que todos colaborem na construção e para defender. O pessoal está com muita vontade de fazer as coisas acontecerem".

A estreia em 2020 também deu mostras da liderança de Daniel Alves entre os jogadores. Mesmo mais veterano e mais consagrado, foi comum vê-lo disparando para a defesa e desarmando adversários. Logo depois, aparecia na frente para tabelar ou finalizar. Para a diretoria, isso é importante para passar exemplo aos demais atletas e também para o público que ainda questiona as razões para Dani ter referendado a escolha por Diniz e defendê-lo ferrenhamente.

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