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Renato cita hierarquia, mas admite tristeza com demissões no Grêmio

Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Imagem: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Jeremias Wernek

Do UOL, em Porto Alegre

21/01/2020 18h36

Renato Gaúcho citou hierarquia ao ser perguntado sobre as sete demissões no departamento de futebol do Grêmio, mas admitiu que está triste com os desligamentos. Hoje (21), em entrevista coletiva, o treinador revelou reunião com elenco e ainda afirmou que Walter Kannemann se precipitou ao criticar as trocas no estafe do clube gaúcho.

A manifestação foi a primeira do treinador no ano. Renato voltou a Porto Alegre na segunda-feira, após licença médica e estadia no Rio de Janeiro.

"O presidente estava me informando das decisões que o clube estava tomando e sempre falei que sou empregado do clube e tem hierarquia. O presidente me informava, não tenho que entrar muito nesse assunto. Fiquei triste porque são bons profissionais, mas faz parte. Sempre acontece essas coisas", disse Renato Portaluppi. "Eu fico triste, eram meus amigos e alguns eu trouxe para o profissional. Mas qual empresa não demite gente? Parece que o Grêmio é o único do mundo a demitir profissionais e é o fim do mundo. As decisões, se me perguntarem algumas coisas eu posso opinar, mas naquela altura eu nem sabia se iria continuar no Grêmio. Eu estava mais preocupado com as minhas férias. Agora é bola para frente, dar continuidade no nosso trabalho", completou mais adiante.

As demissões no Grêmio foram divididas em dois grupos e o último foi desligado na quarta-feira da semana passada. No dia seguinte, Kannemann deu coletiva com frases fortes criticando as mudanças.

"O Kannemann… Está tudo no controle. Está tudo certo, tudo certíssimo. O Kannemann é nosso pitbull. Ele interpretou de uma maneira errada essas decisões e não cabe aos jogadores, ao treinador, falar das decisões do presidente. Tem hierarquia no clube, é de cima para baixo. Temos que trabalhar para dar títulos, melhores resultados ao clube. Não temos que ficar opinando e nem se metendo em coisas que vem lá de cima. Esses assuntos já estão esquecidos, já falei sobre isso com o grupo. Não vamos mais tocar nesse assunto", apontou Renato.

Minhoca no asfalto

Em outra pergunta, Renato Gaúcho voltou a defender Kannemann e garantiu bom ambiente. O treinador chegou a brincar ao falar sobre a definição do momento como de crise.

"Aonde vocês estão vendo crise no Grêmio? Qual crise tem no Grêmio, gente? Qual é a crise? Vocês como profissionais têm direito de perguntar, comentar. Mas não podem querer achar minhoca no asfalto", disparou.

"O vestiário está a mil por hora, as mil maravilhas. Nunca fugiu do controle, mesmo eu não estando assim. Se o homem lá de cima não agradou todo mundo, não vai ser o Renato e nem o Kannemann que vai agradar. Não tem diferença nenhuma, está tudo no controle", citou.

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