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"Brasileiro brinca, mas não sabe brincar", diz Barrichello sobre críticas

Rubens Barrichello no velório de Tuka Rocha - Leo Franco/AgNews
Rubens Barrichello no velório de Tuka Rocha Imagem: Leo Franco/AgNews

Colaboração para o UOL, em São Paulo

19/01/2020 01h00Atualizada em 20/01/2020 18h29

Convidado do Bola da Vez, programa de entrevistas da ESPN, Rubens Barrichello falou sobre as críticas que recebeu ao longo da carreira. Recordando o AVC sofrido em 2018, o ex-piloto de Fórmula-1 afirmou que, apesar das chateações por conta das cornetas, é 'gratificante viver esse personagem real'.

"O brasileiro brinca, mas não sabe brincar. Se você brinca comigo, você tem que estar pronto para a minha brincadeira. Às vezes, chateia por esse lado. (...) É tão gratificante viver esse personagem real que aparece muitas vezes com capacete. (O AVC) Mudou muita coisa na minha vida. Naquele dia, eu decidi que não dava para segurar tanta coisa, você tem que ajeitar o que precisa ajeitar, falar o que precisa falar", contou o atual piloto de Stock Car.

"Chateou muito, mas, graças a Deus, por tantas coisas que vão acontecendo, você vai dando valor para aquilo que realmente merece", completou.

Mesmo assim, ao ser questionado sobre qual feito gostaria de ter realizado na Fórmula 1, Barrichello afirmou que preferiria vencer o Grande Prêmio do Brasil em 2003 a ser campeão mundial em 2009.

"Eu gosto tanto do Brasil que acho que escolheria ter ganho o GP do Brasil. (...) Não é tentando fazer hipocrisia não, porque ganhar um mundial, pô, você ia ter o número lá, mas eu tenho certeza que ganhar o mundial em Abu Dhabi não seria tão legal quanto ganhar no Brasil", falou.

Piloto Perfeito

Além de recordar seus feitos na Fórmula 1, Rubinho foi convidado a 'montar' o piloto perfeito a partir de características de Ayrton Senna, Michael Schumacher, Lewis Hamilton e ele próprio. Deixando a si mesmo por último, piloto com maior número de corridas na história da F-1 uniu a habilidade de Senna, a coragem de Schumacher e a coordenação de Hamilton à sua parte mental.

"O piloto perfeito teria a habilidade total do Ayrton (Senna), a coragem do (Michael) Schumacher e a coordenação do (Lewis) Hamilton", opinou Barrichello.

"A minha característica foi a cada dia mais me fortalecer. Cabeça, cabeça, cabeça... Na hora que você achava que chegava no fundo do poço, estava pronto para melhorar. Todo ano, não era físico, era eu me fortalecer perante a tudo e a todos", completou.

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