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Seleção sub-23 repete a principal e permite mercado da bola na concentração

André Jardine, técnico da seleção brasileira sub-23, convive com jogadores no mercado da bola - Lucas Figueiredo/CBF
André Jardine, técnico da seleção brasileira sub-23, convive com jogadores no mercado da bola Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Danilo Lavieri

Do UOL, em Armênia (Colômbia)

17/01/2020 04h00

Concentrada durante uma das janelas do mercado europeu, a seleção brasileira sub-23 manteve o expediente da principal na hora de liberar os atletas para negociarem seus futuros nos clubes. Às vésperas da estreia no Pré-Olímpico da Colômbia, a equipe vê seus jogadores com liberdade para entrar no mercado da bola.

O melhor exemplo disso é o de Reinier. O atleta do Flamengo será anunciado em breve pelo Real Madrid e até atrasou a ida para a Colômbia, onde o time estreia na luta pela vaga olímpica no próximo domingo (19). Ele perdeu os treinos de quarta e quinta porque ficou no Rio de Janeiro definindo os últimos detalhes de sua transferência.

A CBF já havia permitido, inclusive, que médicos do Real Madrid fossem até a Granja Comary para a realização de exames no jovem que ainda não tem 18 anos —completará no domingo— e tem a transferência avaliada em mais de R$ 100 milhões.

Outro exemplo é o de Bruno Guimarães. O jogador do Athletico-PR é sondado desde o ano passado por equipes como Atlético de Madri, Arsenal e até pelo Flamengo. Seu destino ainda é incerto. O estafe do atleta acompanhará o Pré-Olímpico in loco ao lado dos familiares e tem afirmado que evita levar as especulações ao meio-campista para que ele fique centrado no torneio.

Esse também é o discurso de André Jardine. O treinador diz que os jogadores são sempre orientados a se concentrarem na luta pela vaga olímpica, mas entende que é impossível vetar que os atletas encaminhem negociações. Ainda mais quando estão em pauta revelações do futebol brasileiro. É o futuro deles em jogo.

Essa é a mesma justificativa de Tite usada nas concentrações da seleção brasileira. Tanto na Copa do Mundo da Rússia-2018 quanto na Copa América do Brasil-2019, o treinador permitia que os jogadores recebessem seus empresários nos hotéis para eventuais discussão sobre transferências. Alisson, por exemplo, foi contratado pelo Liverpool durante a preparação para o Mundial da Rússia.

Além dos dois casos mais evidentes, a seleção olímpica ainda tem outros jogadores que podem se transferir durante a competição. Antony, do São Paulo, é visto como a salvação da diretoria do Morumbi para melhorar a situação financeira.

Cleiton, do Atlético-MG, está na mira do Red Bull Bragantino, que já aumentou a proposta para conseguir a sua contratação. O Fluminense participa da janela ativamente, ao acertar com Nino e estar perto de perder Caio Henrique, que ainda pertence ao Atlético de Madri, para o Grêmio.

A seleção brasileira estreia na competição em busca da vaga em Tóquio-2020 no próximo domingo (19), às 22h30 (horário de Brasília), contra o Peru.

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