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Jornal: Barcelona derruba cláusula que obrigava reforços a aprender catalão

Exigência havia sido determinada por ex-presidente Joan Laporta e incluia times masculinos e femininos, principais e de base - Tim Clayton/Corbis via Getty Images
Exigência havia sido determinada por ex-presidente Joan Laporta e incluia times masculinos e femininos, principais e de base Imagem: Tim Clayton/Corbis via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

16/01/2020 18h26

O Barcelona abriu mão de uma exigência presente a todos os contratos firmados com jogadores e jogadoras nos últimos anos: aprender catalão. A informação foi divulgada hoje pelo jornal espanhol ABC.

Segundo a publicação, a obrigatoriedade atendia a um desejo de Joan Laporta, que presidiu o clube entre 2003 e 2010 e que atualmente é membro do parlamento da Catalunha. A ideia do dirigente era integrar atletas do clube aos costumes locais, mas a diretoria teria verificado dificuldades no cumprimento da exigência, optando por abolir a cláusula contratual.

O jornal cita ainda Neymar como "um dos últimos jogadores a aceitar a obrigação de aprender catalão". No entanto, o brasileiro — que chegou ao Barça em 2013, quando o clube era presidido por Sandro Rosell, e foi embora para o Paris Saint-Germain em 2017 — teria ignorado na prática a determinação da cúpula azul-grená.

Um dos parágrafos do contrato de Neymar, citado pelo diário, dizia que "o jogador deve fazer o máximo esforço para integrar-se à sociedade catalã, respeitando e assumindo seus valores culturais, comprometendo-se especialmente com o aprendizado da língua catalã, veículo fundamental para a integração mencionada".

Nomes como Andrés Iniesta (natural da província de Albacete, na comunidade de Castilla-La Mancha) e Lionel Messi não falam catalão em público, assegura o jornal, embora o clube tenha disponibilizado professores particulares. Mesmo no time feminino ou nas categorias de base, a medida não era bem-vinda.

"Eu morava em La Masía, era a única garota e compartilhei com o resto dos meninos as aulas de catalão que eles nos davam no clube", contou Andrea Falcón, meio-campista do Barcelona Femení, que chegou à equipe em 2012 aos 15 anos.

Frente à resistência criada, o clube não colocava a exigência em contratos desde 2018. "De fato, inicialmente pensou-se na opção de multar os jogadores que não se interessavam em aprender o idioma, mas a ideia foi descartada diante da possibilidade de gerar uma divisão interna no vestiário e que assustaria possíveis jogadores interessados em assinar para Barcelona", relata o jornal.

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