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Athletico e Rony divergem sobre contrato em negócio que pode definir saída

Rony comemora após marcar pelo Athletico contra o Goiás - Gabriel Machado/AGIF
Rony comemora após marcar pelo Athletico contra o Goiás Imagem: Gabriel Machado/AGIF

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL, em São Paulo

16/01/2020 16h22

Um acordo feito quando o Athletico Paranaense contratou Rony é um dos pontos centrais na discussão que pode resultar na saída do atacante. De um lado, os agentes do jogador entendem que ele tem direito a um percentual de eventuais valores de venda, o que o daria força de negociação para que ele renove seu contrato ou deixe o clube. Nos bastidores, o Furacão contesta o teor da cláusula.

O UOL Esporte apurou que Rony não tem direitos percentuais do próprio contrato, uma vez que a Fifa só passou a permitir que os jogadores os possuam após maio de 2019. Na costura, como assinou livremente após litigio com o Albirex Niigata, do Japão, o atacante entende ter ficado com um direito contratual de receber algo em torno de 30 a 50% dos valores de uma futura venda.

A visão do Athletico é diferente. Rony, sem poder ter percentuais, teria assinado contrato em que receberia um valor fixo em caso de venda, que equivaleria a 50% dos direitos à época do acerto com o Furacão. Campeão da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil nos últimos dois anos, o atacante foi valorizado no mercado da bola, mas o percentual, proibido pela Fifa, não acompanhou os números no entendimento da diretoria do clube.

Oficialmente, nenhum clube está negociando com o Furacão pelo jogador, mas há um intermediário que tenta levá-lo a clubes como Corinthians, Palmeiras ou Flamengo, desde que as propostas cheguem à casa dos 12 milhões de euros (cerca de R$ 56 milhões). Este empresário é Luis Augusto Carvalho, mais conhecido como Luisinho Piracicaba. Ele tem boa relação com Andrés Sanchez, presidente do alvinegro paulista, e com Mario Celso Petraglia, presidente atleticano.

Uma possível negociação não deve ter desfecho simples. Nessa semana, Athletico e Albirex Niigata foram notificados pela Fifa para apresentarem suas considerações finais por conta do litígio que tirou Rony do Japão. Estima-se que, caso tenha de pagar pelo ingresso do jogador, o Furacão possa ter de desembolsar cerca de 10 milhões de dólares (R$ 42 milhões). A decisão deve sair em até seis meses.

Enquanto isso, Rony segue treinando em Curitiba, no CT do Caju, fora dos planos atuais do técnico Dorival Junior. Ele deve se tornar pai até o fim de semana e recebeu a companhia do empresário Hércules Junior, que o acompanhará no parto e nas negociações.

Petraglia assumiu a dianteira das conversas e avisou ao mercado que só vai negociar oficialmente a partir de agora, com a intenção de dialogar diretamente com os cartolas dos eventuais interessados em Rony. Aos 24 anos, o atacante tem 72 jogos e 13 gols pelo Furacão, o mais importante deles contra o Internacional na final da Copa do Brasil do ano passado.

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