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Real Madrid teve 'climão' contra Corinthians por pênalti perdido por Anelka

Jogadores do Real Madrid comemoram gol contra o Corinthians no Mundial de 2000 - Omar Torres/AFP
Jogadores do Real Madrid comemoram gol contra o Corinthians no Mundial de 2000 Imagem: Omar Torres/AFP

Diego Salgado

Do UOL, em São Paulo

07/01/2020 04h00

Um lance que poderia representar uma vitória sobre o Corinthians num Morumbi cheio resultou em declarações polêmicas das estrelas do Real Madrid. Há exatos 20 anos, o goleiro Dida salvou o time corintiano no Mundial de 2000 e gerou indiretamente uma "crise" no gigante espanhol.

O pênalti perdido por Anelka no segundo tempo da partida, com 2 a 2 no placar, resultou na insatisfação do atacante Sávio e até em comentários do lateral esquerdo Roberto Carlos, potenciais batedores da penalidade máxima.

Naquela ocasião, Anelka praticamente se escalou para bater o pênalti que poderia selar a vitória do Real Madrid sobre o Corinthians. Hierro e Raúl eram os batedores oficiais da equipe treinada por Vicente del Bosque. Com perdas recentes de ambos no Campeonato Espanhol, a cobrança passaria automaticamente para Sávio, que havia marcado um gol de pênalti na estreia da equipe no Mundial — triunfo por 3 a 1 sobre o Al-Nassr).

Para aumentar a tensão entre os atletas do Real, Anelka, então com 20 anos, bateu muito mal, fraco, quase no meio do gol. Dida, especialista em pênaltis, defendeu com facilidade.

"Nunca me disseram que sou batedor oficial. O Anelka pegou a bola e quis bater. Não quis falar nada para ele, pois o batedor tem que chutar da forma que achar melhor", disse Sávio em entrevista à Folha de S.Paulo após o jogo.

Dida faz a defesa em cobrança de pênalti de Anelka no duelo entre Corinthians e Real Madrid no Mundial de 2000 - Paulo Whitaker/Reuters
Dida faz a defesa em cobrança de pênalti de Anelka no duelo entre Corinthians e Real Madrid no Mundial de 2000
Imagem: Paulo Whitaker/Reuters

Já Roberto Carlos afirmou que não viu a cobrança e que assistiria ao lance pela televisão. "Pênalti bem batido é aquele que a bola vai no canto que o goleiro não vai. Bater colocado ou forte não faz diferença", declarou o lateral ao ser questionado se o seu estilo ajudaria a vencer Dida.

O goleiro corintiano, inclusive, aumentou a série de defesas em pênaltis naquela ocasião. Ao barrar Anelka, o goleiro chegou à quarta defesa seguida em penalidades. Antes, deteve Marcelo Souza, do Guarani, nas quartas de final do Brasileirão, e Raí, duas vezes, na semifinal contra o São Paulo.

"Fui aonde a bola estava indo. Fico feliz por ajudar meu time a levar a decisão para o terceiro jogo. Acho que ele bateu até fraco. E mais no meio do gol do que o pênalti do Raí", frisou Dida, também à Folha.

A defesa ajudou o Corinthians a se classificar à final do Mundial. Com o empate, Corinthians e Real chegaram aos quatro pontos somados. Na terceira rodada, o time corintiano venceu o Al-Nassr por 2 a 0 e terminou a fase de grupos na liderança, já que os espanhóis derrotaram o Raja Casablanca por 3 a 2.

Embora tenha perdido o pênalti no duelo com Dida, Anelka marcou os dois gols do Real Madrid contra o Corinthians. O atacante francês abriu o placar no primeiro tempo, depois de desviar um chute de longe de Roberto Carlos. Edilson empatou em seguida, após completar um passe de Luizão.

Na etapa final, o camisa 10 do Corinthians virou o jogo em um lance individual, com direito a um drible em Karembeu. Anelka, porém, deixou tudo igual sete minutos depois. O francês recebeu livre na área, passou por Dida e empurrou para o fundo do gol.

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