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Nome 'argentino' e dor de barriga: os bastidores do primeiro gol da Copinha

Rikelmi anotou o gol da vitória do Juventus, ontem, na primeira partida da Copinha 2020 - Reprodução/Twitter
Rikelmi anotou o gol da vitória do Juventus, ontem, na primeira partida da Copinha 2020 Imagem: Reprodução/Twitter

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

03/01/2020 04h00

Classificação e Jogos

O golaço marcado ontem não dá nenhuma pista, mas o garoto Rikelmi dos Santos marcou o primeiro gol da Copa São Paulo de Juniores com muita dor de barriga. O camisa 7 do Juventus-SP conversou com o UOL Esporte horas após a vitória por 1 a 0 sobre o União Mogi-SP e revelou ter jogado a partida inteira com o desconforto.

"Eu estava com dor de barriga desde a manhã e quase não joguei. Não estava nem conseguindo ficar em campo direito, tanto que no primeiro tempo fiquei meio agachado porque a barriga estava doendo demais", diz Rikelmi, que não acredita ter sido nervosismo. "Não sei. Pode até ser da ansiedade, mas eu estou [com dor] até agora", conta.

O garoto superou o problema marcando o gol da vitória, a dez minutos do final do jogo de abertura da Copinha. Ele dominou no meio de quatro marcadores e se livrou de todos eles com seis toques na bola —o sétimo foi um chute colocado no cantinho (veja o vídeo abaixo). Celebrou muito em campo, mas depois do jogo a festa foi curta. "Todo o mundo comemorou bastante, mas eu nem consegui muito por causa da dor", diz.

Não foi o primeiro gol de Rikelmi na Copinha. O atacante do Juventus jogou a edição de 2019 pelo Nacional-SP e marcou na primeira fase, contra o São Bento. Ele começou nas categorias de base da Portuguesa e passou pelo Internacional antes de voltar à capital paulista. Agora, aposta em boa campanha do Moleque Travesso.

"A expectativa entre a gente é grande. O grupo é bem unido, está treinando bastante. Pelo jeito que está, achamos que vamos chegar longe. O Juventus é um time de tradição, que sempre chega, então a gente acredita em uma campanha longa, quem sabe o título", fala o garoto.

Rikelmi foi batizado em homenagem a Juan Román Riquelme, ídolo do Boca Juniors e destaque no título da Copa Libertadores de 2001. Na semifinal daquela campanha, em junho, o camisa 10 fez chover contra o Palmeiras no Palestra Itália e aí inspirou pais e mães por todo o Brasil. Dois meses depois nasceu Rikelmi, um dos 15 mil Riquelmes que nasceriam no País nos anos seguintes. "Foi meu pai quem escolheu o nome, por causa desse jogo em que o Riquelme acabou com o Palmeiras. Meu pai é corintiano fanático, por isso", explica.

Ele deve voltar a campo no domingo (5), na segunda rodada do Grupo 21 da Copinha, contra o Grêmio —desta vez sem dor de barriga. Os dois times ganharam em suas estreias, então o vencedor do confronto praticamente se garante na próxima fase.