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Flamengo mira "três ou quatro reforços" para o primeiro trimestre de 2020

Leo Burlá

Do UOL, em Doha (Qatar)

20/12/2019 04h00

O Flamengo está a 24 horas do mais importante jogo dos seus últimos 38 anos de história, mas já tem um olho muito aberto em 2020. O resultado do jogo de amanhã (21) contra o Liverpool, às 14h30 (de Brasília), no Estádio Khalifa, pela final do Mundial de Clubes, não tenha interferência nos caminhos traçados para o próximo ano.

Ao UOL Esporte, Marcos Braz, vice-presidente de futebol do Rubro-negro, apontou as diretrizes do mercado da bola para 2020. De acordo com ele, as contratações serão em quantidade menor ao que ocorreu em 2019. Por conta da Copa América, o receio é de perder muitos nomes para as seleções continentais e enfraquecer a equipe, especialmente nas fases iniciais da Libertadores e parte do Brasileiro.

"A gente não vai contratar mais oito, nove jogadores. Então, assim, a gente vai disputar competições em que o calendário é muito apertado. Temos um problema no Campeonato Brasileiro, pois durante um quarto não vamos ter titulares, vamos ter perdas enormes. São nove jogos, é muita coisa. Para um bom começo do ano serão uns três ou quatro jogadores [contratados]", disse Braz.

Sobre os nomes que estão na mesa, o dirigente só falou abertamente de Pedro Rocha e de Gustavo Henrique. Ambos estão com um pé na Gávea, mas a assinatura dos contratos ainda dependem de pendências, o que deve ocorrer sem grandes problemas. A situação de Gabigol caminha para um final feliz.

"O Pedro Rocha a gente gosta muito. Tem contrato com o Cruzeiro e a gente já fez proposta, acho que está muito bem encaminhado. Gosto de falar só depois que vejo a assinatura de todo mundo e isso ainda não tenho. O zagueiro do Santos (Gustavo Henrique) nós estamos analisando há bastante tempo. Flamengo gosta do jogador, mas ele tem contrato com o Santos até final de janeiro. Já pode fazer pré-contrato e tem proposta para ele", listou.

As chegadas não necessariamente vão resultar em saídas, afirmou o rubro-negro, que não negou que há o receio natural de um avanço de mercados mais ricos sobre os jogadores do elenco campeão.

"A gente ainda não sabe se teremos e quais serão as perdas do elenco. O Flamengo está na mesa para ouvir proposta, nada tem a ver com querer vender. Flamengo tem um elenco que vamos tentar segurar ao máximo A gente não pode esquecer da diferença cambial. Vamos tentar segurar o que podemos. A grandeza do Flamengo não está em cima só da parte financeira, está em cima dos títulos, em glórias", acrescentou.

Por ora, chegadas e partidas ficam de lado. Hoje (20), os rubro-negros fazem o último treino antes da finalíssima diante dos ingleses. No Khalifa, palco do jogo, Jorge Jesus e Everton Ribeiro concederão entrevista coletiva.

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