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Mundial de Clubes - 2019

Como torcida do Al-Hilal driblou "guerra" em fronteira para ver o Mundial

Torcedores do Al Hilal nos arredores do Estádio Internacional Khalifa, antes do duelo com o Flamengo, pelo Mundial - Leo Burlá / UOL
Torcedores do Al Hilal nos arredores do Estádio Internacional Khalifa, antes do duelo com o Flamengo, pelo Mundial Imagem: Leo Burlá / UOL

Leo Burlá

Do UOL, em Doha (Qatar)

20/12/2019 04h00

As tensões diplomáticas entre o Qatar e a Arábia Saudita não impediram que um grupo de animados torcedores do Al-Hilal (SAU) desafiasse o clima hostil para acompanhar o duelo de quarta-feira (17) contra o Flamengo, pela semifinal do Mundial de Clubes. Mas, para isso, foi necessário buscar rotas alternativas que passaram por nações vizinhas.

Com a fronteira por terra fechada por questões diplomáticas entre os dois países, a solução dos sauditas para estar no Mundial de Clubes foi desafiar eventuais problemas no retorno e encarar uma viagem aérea. Como os voos entre os países vizinhos estão suspensos, a solução foi fazer conexões pelo Oriente Médio.

Esse foi o caso do torcedor Abdullah Mushari. De camisa do Al-Hilal e uma faixa azul e branca na mão, o saudita não se fez de rogado e deu uma volta para chegar até Doha.

"Fui da Arábia até o Kuwait. De lá, peguei um voo para cá. Problema nenhum vir de avião. Amanhã ou depois isso tudo acaba e a fronteira volta a abrir", disse Mushari, que pediu para não ser fotografado.

Outros adotaram o mesmo expediente, mas por itinerários diferentes. O Omã, por exemplo, foi a rota escolhida por alguns deles, que deixaram o Estádio Khalifa sorridentes, ainda que o Fla tenha vencido por 3 a 1.

Al-Hilal foi batido pelo Flamengo em Doha  - Alexandre Vidal / Flamengo - Alexandre Vidal / Flamengo
Al-Hilal foi batido pelo Flamengo em Doha
Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo

O Qatar não veta a entrada dos sauditas, mas a recíproca não é verdadeira. Para virem para o país do Mundial, os fãs tiveram de solicitar uma espécie de autorização.

A Arábia é a líder de um bloco contrário ao regime qatari. De acordo com os sauditas e seus aliados, casos de Bahrein, Egito e Emirados Árabes, o Qatar apoia o terrorismo. Esse antagonismo tensiona as relações também econômicas, visto que algumas destas nações têm interesses comuns no ramo do petróleo.

"Estas questões políticas não são um problema meu", cortou Mushari.

Fora da grande decisão após perder por 3 a 1 para o Flamengo, a equipe saudita agora encara o Monterrey, na disputa do 3º e 4º lugar.

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