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Desgaste, cúpula dividida e análise vital: bastidores da chegada de Madson

Madson comemora gol do Athletico-PR contra o CSA pelo Campeonato Brasileiro - Carlos Ezequiel Vannoni/Estadão Conteúdo
Madson comemora gol do Athletico-PR contra o CSA pelo Campeonato Brasileiro Imagem: Carlos Ezequiel Vannoni/Estadão Conteúdo

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

15/12/2019 04h00

O Santos anunciou na tarde de ontem (14) o acerto com o lateral-direito Madson que chegou em troca com o Grêmio pelo também lateral Victor Ferraz. O negócio não foi unanimidade dentro da diretoria do Santos, mas acabou saindo por dois motivos: desgaste do capitão santista e forte indicação do Departamento de Análise do clube.

O Peixe acertou recentemente com Éverson Rocha, que chefiava a análise do Athletico-PR quando Madson foi contratado pelo Furacão. O nome passou pelo seu crivo. O atleta é visto com um ótimo físico como ponto forte, capaz de apoiar e defender com intensidade durante o jogo todo.

Dentro da diretoria santista, a troca simples entre Madson e Ferraz não foi unanimidade. Alguns viam como baixa a compensação gremista, com um jogador fora dos planos, para receber um lateral que é sempre lembrado entre os cinco melhores do país. Houve tentativa de receber mais um jogador ou dinheiro no negócio, mas sem sucesso.

O que pesou também foi o sentimento do capitão do Peixe. Ferraz estava desgastado com a torcida e era sempre um dos mais criticados pelas arquibancadas. O camisa 4 pensava até em encerrar a carreira no clube, mas sentia que o torcedor havia "se cansado" dele e preferiu ir embora.

Madson tem 27 anos, começou a carreira no Bahia e passou pelo Vasco antes de chegar ao Grêmio, onde pouco jogou e acabou emprestado ao Athletico-PR. No Furacão, foram 32 jogos no ano, sendo 27 no Brasileirão. Madson não era o titular absoluto da posição, mas somou vários jogos no ano por causa da condição física de Jonathan.

Victor Ferraz deixa o Peixe após seis temporadas. Foram 265 jogos com a camisa alvinegra e dez gols marcados, se tornando o quarto lateral-direito da história do Santos em número de jogos, atrás apenas de Nenê (396), Carlos Alberto Torres (443) e Lima (694).

Santos