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Autor de gol em 81 vê mesmo filme com Liverpool em 2019: "falavam o mesmo"

Adílio comemora gol do Flamengo contra o Liverpool, no Mundial de Clubes de 1981 - Peter Robinson - PA Images via Getty Images
Adílio comemora gol do Flamengo contra o Liverpool, no Mundial de Clubes de 1981 Imagem: Peter Robinson - PA Images via Getty Images

Alexandre Araújo e Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro e em Doha (QAT)

13/12/2019 04h00

Classificação e Jogos

O Flamengo festeja hoje (13) os 38 anos de seu título mundial. No dia do embarque da delegação para o Mundial de Clubes do Qatar, Adílio, autor e um dos gols nos 3 a 0 contra o Liverpool, vê o filme se repetir.

Ainda que os Reds e o Rubro-Negro tenham uma semifinal pela frente, a tendência é que o confronto ocorrido em Tóquio se repita esse ano. Um dos grandes ídolos do clube, o ex-meia aponta as semelhanças com aquela partida.

"Quase a mesma coisa que falavam do Liverpool naquela época, falam hoje. Um time maravilhoso, mas o Flamengo tem força quando chegar à final e já mostrou isso. Na decisão, o Flamengo supera os obstáculos. Vemos o Flamengo no mais alto nível, um time que pode jogar contra qualquer um", lembrou ele.

Adílio vai além e ressalta a superioridade do futebol brasileiro em relação aos outros. Em sua opinião, ocorre uma certa desvalorização do produto nacional. Para ele, o técnico Jorge Jesus veio aqui e provou quem são os melhores:

"Quantas Copas do Mundo nós temos? Alguém ganhou mais que a gente? O futebol brasileiro é o futebol que encanta o mundo todo. O europeu pensa assim e o Jesus mostrou isso. Flamengo foi o melhor time do Brasil. Se for, hoje, na Alemanha e perguntar o que é Flamengo, vão responder. Se for na China, vão responder. Flamengo sempre jogou buscando o resultado. Não devemos nada a ninguém".

Adílio ganhou uma estátua na sede social do Flamengo - Paulo Reis/Flamengo
Adílio ganhou uma estátua na sede social do Flamengo
Imagem: Paulo Reis/Flamengo

Em 13 de dezembro de 1981, um Liverpool amplamente favorito pisou no gramado do estádio Nacional de Tóquio para encarar um quase desconhecido (para os campeões europeus) Flamengo. A disparidade em campo foi tão grande que o Fla desceu para o intervalo com o resultado já construído. A taça se confirmaria 45 minutos depois.

"Aquele jogo foi muito emocionante. Entramos com um propósito: o de mostrar o nosso futebol. Então, sabíamos como tínhamos de jogar. Ali, entendemos que nosso futebol estava em campo. Eles estavam muito preocupados porque era um momento em que a posse de bola era toda nossa. No segundo tempo, eles voltaram até mais recuados", recordou.

Para que as lembranças venham ainda mais à tona e o duelo tenha um novo capítulo, os times tem de fazer a sua parte. A equipe de Jürgen Klopp ainda encara o vencedor do duelo entre Al Saad (QAT) e Monterrey, enquanto o Fla pega quem vencer a partida entre Espérance (TUN) e Al-Hilal (SAU).

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