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Santos quer Desio de técnico e tenta evitar que auxiliar saia com Sampaoli

Jorge Desio, auxiliar de Jorge Sampaoli, que comandou o Santos contra o Atlético-MG - Ivan Storti/Santos FC
Jorge Desio, auxiliar de Jorge Sampaoli, que comandou o Santos contra o Atlético-MG Imagem: Ivan Storti/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

11/12/2019 04h00

O Santos anunciou a saída de Jorge Sampaoli no final da noite de ontem e, em vez de recorrer ao mercado da bola, tenta encontrar a solução dentro do próprio clube: o auxiliar Jorge Desio. O argentino que chegou ao Peixe junto com o antigo comandante é o plano A santista para assumir o comando técnico.

O principal obstáculo é justamente o próprio Sampaoli, que trabalha com Desio desde que os dois se conheceram, nos anos 90, bem antes do início da carreira internacional de ambos. Desio foi auxiliar de Sampaoli precisamente em seu primeiro trabalho, no Alumni de Casilda, terra natal do ex-treinador da seleção argentina.

De lá para cá, Desio só não esteve ao lado de Sampaoli no Juan Aurich, do Peru. Mas nem sempre ocupou o posto de auxiliar, assumindo na maioria das vezes o cargo de preparador físico. Os dois são muito próximos e se complementam: enquanto Sampaoli é explosivo ao máximo, Desio tem a calma que vem de Gandhi.

O auxiliar é extremamente querido dentro do clube e gera até mais simpatia do que o próprio Sampaoli. A cúpula santista vê em Desio o nome ideal para seguir as ideias do antigo técnico, ao mesmo tempo que lidaria com alguém mais maleável no comando.

O Peixe tem interesse em manter os quatro membros da comissão técnica de Jorge Sampaoli: além de promover Jorge Desio para o posto de treinador principal, Carlos Desio ficaria como auxiliar, enquanto Pablo Fernández e Marcos Fernández seguiriam responsáveis pela preparação física. O clube, inclusive, não abre mão de receber a multa rescisória caso os quatro queiram deixar o clube. O valor ultrapassa os R$ 3 milhões.

O Santos sabe da dificuldade de manter Desio, mas irá conversar com o auxiliar para tentar convencê-lo. O auxiliar nunca quis "competir" com Sampaoli pelo cargo de treinador, segundo disse Pablo Paván, autor da biografia de Sampaoli e amigo de infância de ambos, ao UOL Esporte.

Caso não consiga fechar com o argentino, a promessa da cúpula santista é seguir inovando no mercado. Há dentro da diretoria quem diga que o clube pode novamente surpreender o mercado nacional, na mesma proporção de quando anunciou a chegada de Sampaoli.

Apesar da diretoria não acreditar na definição do treinador já hoje, outras diretrizes de planejamento devem sair nesta noite, quando o Comitê de Gestão, encabeçado Pedro Dória, que esteve na festa de premiação do Brasileirão, e Matheus Rodrigues, se reúne com o presidente José Carlos Peres, no Business Center, em São Paulo. O Superintendente de Futebol William Thomas não é presença certa na reunião por compromissos no CT Rei Pelé.

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