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SPFC projeta 4º lugar no Brasileiro-2020 e R$ 154 mi em vendas de atletas

Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o presidente do São Paulo - Marcello Zambrana/AGIF
Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o presidente do São Paulo Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

02/12/2019 04h00

O São Paulo começa a planejar o seu futuro dentro e fora de campo. Hoje (2), o Conselho de Administração vai avaliar, mais uma vez, os números da previsão orçamentária para os próximos anos do clube. O UOL Esporte teve acesso ao documento produzido pelo departamento financeiro. Novamente, uma das principais apostas para geração de receita é a venda de atletas. Para 2020, a estimativa é receber 33,5 milhões de euros (R$ 154,1 milhões), com recebimento à vista de 75% do valor.

O Tricolor ainda prevê para o futebol profissional uma diminuição do custo de salários, encargos e direito de imagem, e contratados para o exercício de R$ 26,8 milhões em 2020. Já para 2021, a meta é de obter 25,6 milhões de euros (R$ 117,76 milhões) com a saída de jogadores. Vale ressaltar que a partir de 2021 Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, não será mais o presidente. Afinal, no fim no ano que vem será realizado o pleito e, de acordo com o estatuto, não é permitida a reeleição.

O São Paulo não chegou perto ainda de atingir a sua meta de venda para 2019, que era de R$ 120 milhões. Também não tinha atingido as metas esportivas estabelecidas e nem sequer as de marketing. Por isso mesmo, o déficit acumulado até agosto estava na casa dos R$ 77 milhões.

Internamente, o vazamento de documentos do São Paulo tem chamado a atenção. Recentemente, um hacker chegou a entrar em contato com conselheiros para tentar um acordo para não liberar arquivos. O clube incluiu estes e-mails em inquérito policial aberto em 2017.

Metas esportivas

Em relação à meta esportiva, o clube projeta chegar ao menos na quarta colocação no Campeonato Brasileiro, na semifinal do Campeonato Paulista, nas quartas de final da Copa do Brasil, e nas oitavas da Copa Libertadores. Vale destacar que o São Paulo alugou o Morumbi para o show do Metallica na véspera da final do estadual. Ou seja, mesmo que tenha a melhor campanha no torneio, o time não deverá atuar em sua casa na disputa pelo título.

O preço médio do ingressos deve ser no Campeonato Paulista de R$ 30 (na 1º fase); na Copa Libertadores de R$ 44,36 (na etapa de grupos); no Campeonato Brasileiro de R$ 43,43; e na Copa do Brasil de R$ 40,63. Já o investimento no elenco será mais baixo. A ideia é gastar R$ 21,5 milhões em direitos econômicos e federativos de atletas profissionais, sendo a aquisição de novos reforços condicionada ao atingimento das metas de receitas de venda de atletas e performance esportiva, além da redução de despesas previstas na unidade de negócio.

A previsão orçamentária do São Paulo será discutida hoje (2) pelo Conselho de Administração. Se for aprovada pelo órgão, será ainda analisada pelo Conselho Deliberativo.

Marketing

O São Paulo espera melhorar a sua performance no marketing. O clube não atingiu as metas estipuladas para 2019 e, de acordo com relatório da diretoria apresentado em outubro que o UOL Esporte também teve acesso, o departamento teve desempenho abaixo do esperado de R$ 3,4 milhões provenientes de royalties e permutas sobre o contrato de fornecimento de material esportivo.

Para o futuro, a ideia é acertar a manutenção dos patrocinadores e adição de um desafio de R$ 4 milhões; fechar a manutenção dos contratos de licenciamento de marca e escolas licenciadas; atingir R$ 9 milhões com o contrato de fornecimento de material esportivo;o aumento da receita do programa sócio-torcedor de R$ 5,2 milhões; e a captação de patrocínios para as equipes de basquete e vôlei: R$ 7,5 milhões.

Nesta previsão orçamentária, o São Paulo já acredita que contará com a empresa Feng como parceira no programa de sócio-torcedor. Porém, o acordo ainda não foi aprovado no Conselho Deliberativo do clube.

R$ 178 milhões de TV em 2020

Desta maneira, o projeto é de alcançar a receita total de R$ 516.677.738 milhões em 2020, contra a tendência de fechar 2019 com R$ 445.370.908 milhões como receita. Com televisão a expectativa é de se registrar R$ 178 milhões em 2020, contra R$ 127 milhões deste ano.

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