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Alvo de desconfiança, Marcão 'acerta apostas' e Fluminense mostra evolução

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

29/11/2019 04h00

A vitória sobre o Palmeiras fez o Fluminense respirar um pouco mais aliviado e ganhar certa vantagem em relação à zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Mais do que isso, fez o técnico Marcão, que passou de interino a efetivado no decorrer da competição, atingir 52% de aproveitamento, número que pode impulsionar o time nesta reta final de temporada.

A escolha pela manutenção de Marcão no cargo, inclusive, foi motivo de divergência entre o presidente Mario Bittencourt e Celso Barros, vice-geral e então nome forte do departamento de futebol do clube. Na queda de braço nos bastidores, melhor para o mandatário.

Marcão ficou e, entre altos e baixos, viu uma das apostas dele despontar. O treinador promoveu Marcos Paulo ao time titular no duelo com a Chapecoense e, de lá para cá, o jovem marcou três gols - um deles, assegurando o triunfo sobre o Verdão, que fez o Flu abrir cinco pontos do Z4.

Além disso, fez mudanças táticas, deixando de lado o 4-3-3 que vinha sendo usado ao longo da temporada para trás e passando a adotar o 4-4-2, com Ganso e Nenê revezando posição.

Com Marcão à frente do time, foram seis vitória, quatro empates e quatro derrotas, tendo 52,3% de aproveitamento. Para comparação, atualmente, o Internacional, que está na oitava colocação, classificando-se para a Libertadores do ano que vem, tem 48.6%. Fernando Diniz e Oswaldo de Oliveira, antecessores do treinador, tiveram 26% e 38%, respectivamente, pelo Flu neste Brasileiro.

Agora, na próxima rodada, duelo fora de casa com o Avaí, que foi carrasco e venceu no primeiro turno, no Maracanã. O jogo marcou a estreia de Oswaldo à frente da equipe. A partida de domingo é essencial para que o time possa se manter na Série A.

"A gente sempre fala que o Fluminense merecia, pela maneira que vem jogando, estar brigando em uma condição melhor no campeonato. Perdemos pontos importantes para algumas equipes que não estão brigando lá em cima. Isso fez a diferença. O peso dessa camisa é muito grande e, no momento em que a gente precisou, fez grandes jogos", disse o comandante tricolor, ontem (28).

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