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Liga dos Campeões 2019/2020

Irritado com reserva, Neymar adota silêncio no PSG; Tuchel pede paciência

Neymar começou o jogo contra o Real Madrid no banco de reservas do PSG - REUTERS/Susana Vera
Neymar começou o jogo contra o Real Madrid no banco de reservas do PSG Imagem: REUTERS/Susana Vera

João Henrique Marques

Colaboração para o UOL, em Paris (França)

26/11/2019 21h21

Resumo da notícia

  • Neymar ficou no banco de reservas do PSG contra o Real Madrid e não gostou.
  • Segundo apurou o UOL Esporte, o jogador se disse com totais condições de atuar desde o início, mas acabou preterido pelo técnico.
  • Em entrevista, Tuchel preferiu tranquilizar Neymar.
  • Foi o segundo momento de descontentamento da estrela brasileira, que também reprovou o fato de ser substituída diante do Lille, no fim de semana.
  • Incomodado, o camisa 10 adotou o silêncio e não falou com a imprensa ao deixar o estádio do Real Madrid.

A decisão de Thomas Tuchel de colocar Neymar como opção no banco de reservas no duelo contra o Real Madrid, na noite de hoje (26), no Santiago Bernabéu, pela Liga dos Campeões, gerou irritação no brasileiro. O anseio do jogador em participar da partida era grande, e nem a oportunidade de atuar nos 45 minutos finais foram suficientes para amenizar a situação. Em campo, a atuação do camisa 10 foi pouco destacada no empate por 2 a 2.

Neymar foi informado por Tuchel sobre a presença no banco de reservas logo pela manhã na concentração do time em Madri. Segundo apurou o UOL Esporte, não houve discussão entre eles, mas sim um posicionamento claro do brasileiro de que se sentia preparado para atuar os 90 minutos.

"Não tenho medo de perder o Neymar por essa suplência. Nós temos uma relação clara. Falei com ele hoje o que pensava, que é o de ter ele para finalizar o jogo. Eu não tenho o Neymar por 90 minutos por questão física, e sou responsável por gerir isso. Já usei essa mesma postura com o Mbappé contra o Galatasaray e o Brugge - francês ficou no banco de reservas nos dois jogos por estar voltando de lesão -. Fui claro com o Neymar para dizer o que penso. Nada mais é do que querer ele para finalizar um jogo duro. E essa é a maneira que eu penso e ele precisa de paciência", destacou Tuchel.

O pedido de paciência acontece por Neymar já ter demonstrado um descontentamento com o treinador alemão ao ser substituído na vitória contra o Lille por 2 a 0, na sexta-feira, pelo Campeonato Francês. Na ocasião, o camisa 10 foi direto aos vestiários e não conversou com o elenco após o jogo.

O silêncio tem sido a postura adotada por Neymar atualmente no PSG. No Santiago Bernabéu, ele rapidamente deixou os vestiários após o jogo e não atendeu os diversos pedidos dos jornalistas por entrevistas.

Outra postura de Neymar que chamou a atenção foi o fato de o jogador optar por nem participar do aquecimento do time ao lado dos outros reservas. Juntos a ele estiveram Cavani e Paredes, outros jogadores que estão descontentes com as escolhas de Tuchel para o time titular.

A atuação de Neymar

Com o PSG perdendo por 1 a 0 para o Real Madrid, a opção de Thomas Tuchel após o intervalo foi a de colocar Neymar no lugar do volante Gueye. A formação ofensiva não trouxe o resultado esperado, sendo o time francês dominado em campo no segundo tempo e sofrendo constantemente defensivamente.

Com os 45 minutos em campo, Neymar teve clara ansiedade em definição de jogadas. Forçou passes, tendo alto número de erros: foram 18, em 41 tentativas. O índice de acerto de 56% foi disparado o mais baixo do PSG - Di Maria e Icardi aparecem na sequência com 67% de acerto cada.

Neymar esteve distante do gol, com sua única finalização sendo um chute de fora da área que foi desviado para escanteio. Na área de atuação no meio-campo, o jogador teve perseguição de Casemiro, e em vários lances que tentou optar pelo drible sofreu encaixotado por outros jogadores do Real Madrid.

No fim do jogo, Neymar ainda seguiu com a postura de ignorar a torcida organizada do PSG por conta das vaias recebidas no Parque dos Príncipes. Ele foi o único jogador do time que finalizou a partida que não foi agradecer o apoio dos pouco mais de 2.000 torcedores franceses que estiveram no Santiago Bernabéu.