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Tia de Paquetá rebate Rivaldo: "Se fosse técnico, filho vestiria a camisa"

Lucas Paquetá, jogador do Milan, vestiu a camisa 10 da seleção em amistoso diante da Argentina - Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Paquetá, jogador do Milan, vestiu a camisa 10 da seleção em amistoso diante da Argentina Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Do UOL, em São Paulo

18/11/2019 19h01Atualizada em 19/11/2019 20h23

As críticas de Rivaldo à decisão da comissão técnica do Brasil de escolher Lucas Paquetá para vestir a camisa 10 foram malvistas pela tia do jogador do Milan. Bianca Tolentino, em sua conta do Instagram, defendeu o sobrinho e lembrou comentários negativos sobre Rivaldo quando passou pelo mesmo clube.

"Minha resposta aqui é para o jogador que foi eleito o pior jogador do ano de 2003 na Itália no Milan. Estou respondendo ao craque, ídolo e brasileiro que ganhou o troféu 'Lata de Lixo de Ouro'. O que isso me importa? Nada, mas é o cúmulo do absurdo ver um ex-jogador que teve na sua carreira seus momentos desastrosos querendo escolher quem merece ou não vestir uma camisa", escreveu Bianca na rede social.

O "Lixeira de Ouro" ao qual a tia de Paquetá se refere foi o prêmio entregue pela emissora italiana Rai, em 2003, ao pior jogador da temporada na liga nacional.

Ex-Flamengo, Paquetá vestiu a camisa 10 na derrota do Brasil para a Argentina por 1 a 0, na sexta-feira, no lugar de Neymar. O jogador foi substituído no intervalo, o que atraiu a atenção de Rivaldo.

"Esta camisa não é para ficar no banco e muito menos sair no intervalo, porque é a camisa que o mundo conhece e respeita porque foi usada e honrada por Pelé, Rivelino, Zico, Rivaldo, Kaká, Ronaldinho, Neymar", disse o campeão do mundo pela seleção em 2002.

Rivaldo ainda observou que a escolha poderia colocar em risco o futuro do atleta. "O jogador não tem culpa, mas a comissão técnica sim, pois eles sabem do peso desta camisa e também que poderia queimar o garoto de 22 anos que pode ter um grande futuro com a seleção brasileira."

Bianca, em resposta, também deu uma alfinetada no ex-jogador insinuando que ele teria agraciado o filho com a camisa 10 se tivesse a oportunidade. Ela não fez menção a nomes, mas Rivaldinho atuou pelo Mogi Mirim quando o pai era jogador e também presidente do clube do interior paulista.

"Na minha opinião, o que realmente importa não é o número da camisa que vestimos, mas o ser humano que habita nela. E é isso que tem que ser respeitado. É o caso de ter empatia. E se for inveja... Porque talvez o filho nunca teve potencial para vestir uma... E se de repente fosse o técnico, o filho estaria com a amarelinha. Porque a única coisa que ele tem de bom no futebol é o sobrenome do pai. Opinião é igual a bunda, cada um tem a sua", disse ela.

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Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que informou a matéria, Bianca Tolentino é tia de Lucas Paquetá, e não irmã. A informação foi corrigida.
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